Incorporando o crescente anseio por automóveis mais sustentáveis, a General Motors lança, ainda que com um ano de atraso, o novo Bolt EV –o 100% elétrico da Chevrolet. Diferentemente da versão anterior, robusta e semelhante a uma minivan, o modelo inteligente que acaba de chegar ao mercado tem visual mais moderno, com faróis LED discretos e ausência de grade central na dianteira.
Comercializado em quatro cores (Vermelho Rubi, Branco Summit, Preto Ouro Negro e Cinza Urbano) e disponibilizado em apenas uma configuração de acabamento, o lançamento recarregável em tomada tem custo inicial de R$ 329 mil, valor acima dos concorrentes.
A expectativa gira em torno das baterias de íons de lítio de 66 kWh, recarregáveis por meio de aparelhos específicos, desde carregadores ligados à tomada doméstica. Já alvos de recall (leia texto nesta página) e produzidas em parceria com a LG, elas oferecem 459 km de autonomia no ciclo WLTP (ou 416 km no ciclo EPA) e demandam 40 minutos para carregar 50% de sua carga em uma estação super-rápida.
Além do design imponente e do motor de 203 cavalos, que parte do 0 km/h aos 100 km/h em 7,3 segundos graças ao torque instantâneo de 36,7 kgm, um destaque desta versão é o interior totalmente renovado: está mais amplo e luxuoso, com abundância de materiais nobres e macios ao toque, além de revestimentos predominantemente escuros com insertos cromados.
O console do motorista é todo digital, com central multimídia de 10 polegadas que oferece integração sem fio em nova geração do MyLink, incluindo wi-fi nativo e aplicativos como Alexa e Spotify instalados.
Os recursos de segurança contemplam freios regenerativos, que ajudam a reduzir a velocidade otimizando carga de bateria. No sistema há, ainda, assistente de mudança de faixa com alerta de ponto cego, alerta de colisão frontal com detecção de pedestre, aviso de movimentação traseira em marcha e dez airbags.
Modelo é marcado por risco de incêndio que adiou o lançamento em um ano
O Bolt EV que acaba de chegar ao mercado era prometido para o ano passado, mas atrasou as vendas no Brasil e no mundo depois que falhas em sua bateria, produzida pela LG em Michigan (EUA), exigiram um recall das unidades então lançadas. O risco era de incêndio durante o carregamento.
Em comunicado atual, a montadora alega estar investindo mais de USD 7 bilhões para expandir a capacidade instalada das baterias. Sobre medidas de segurança, informa por meio da assessoria de imprensa que "a GM promoveu um recall global para a substituição das baterias" e que "a solução já está presente no modelo que está sendo lançado no Brasil".