O presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou na tribuna da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (20). Ele utilizou os 20 minutos que tinha disponíveis para discursar para falar sobre seu adversário nas eleições, o ex-presidente Lula (PT), e sobre atos a favor de sua candidatura à reeleição.
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O discurso aconteceu na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Ele citou, por exemplo, casos de corrupção na Petrobras e disse que o "responsável por isso" foi condenado em três instâncias -- sem citar que os processos foram anulados.
Ele também citou sobre quando "a esquerda presidiu o Brasil", falando sobre o período de 2003 a 2015. "Esse é o Brasil do passado", pontuou.
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Ainda sobre reeleição, o presidente falou sobre as manifestações de apoio a sua candidatura no dia 7 de setembro. "Milhões de brasileiros foram às ruas, convocados pelo seu presidente, trajando as cores da nossa bandeira. Foi a maior demonstração cívica da história do nosso país, um povo que acredita em Deus, Pátria, família e liberdade", afirmou.
O discurso mirou novamente nas mulheres, público fraco em seu eleitorado. "Quero também destacar aqui a prioridade que temos atribuído à proteção das mulheres. Nosso esforço em sancionar mais de 70 normas legais sobre o tema desde o início de meu governo, em 2019, é prova cabal desse compromisso", disse o presidente.
REAÇÃO
O jornal New York Times afirmou que Bolsonaro "fez campanha" na ONU. "Em um palco mundial, o presidente do Brasil faz campanha para uma posição que ele pode perder", diz o texto do jornal norte-americano.