Educação

Taubaté quer adiar a adequação da jornada de professores para início de 2023

Por Julio Codazzi |
| Tempo de leitura: 2 min
Escola da rede municipal de Taubaté
Escola da rede municipal de Taubaté

A Prefeitura de Taubaté quer adiar para 2023 a entrada em vigor da norma que adequou a legislação municipal a uma lei federal de 2008, que estabelece que um terço da jornada dos professores deve ser destinado para atividades extraclasse, como preparação de aulas e correção de provas.

Aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito José Saud (MDB) em junho, a lei, de autoria do próprio emedebista, estabelece que a entrada em vigor seria 90 dias após a sua publicação – ou seja, a partir da segunda quinzena de setembro.

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No fim de agosto, no entanto, Saud enviou à Câmara novo projeto, que prevê que a alteração na lei municipal entre em vigor apenas em janeiro de 2023. No texto, o prefeito alega que a proposta inicial era adequar a jornada dos professores “a partir do retorno das aulas do segundo semestre”, mas que, como “o quadro de servidores do magistério ainda está em curso de convocações” dos aprovados em concurso, e que entre a nomeação e o começo do efetivo exercício de cada docente pode demorar até 60 dias, seria necessário adiar o início da vigência da lei, para evitar prejuízo aos alunos com a “grande troca de professores que aconteceria no último bimestre”.

Enquanto a nova lei não entra em vigor, permanece valendo a regra anterior, que reservava apenas um sexto da jornada para atividades extraclasse.

CARGOS.
Saud também enviou à Câmara outro projeto, que visa criar mais 650 cargos de professor na rede municipal, sendo 200 de professor infantil (passaria de 576 para 776), 50 de professor 1 (passaria de 575 para 625) e 400 de professor 3 (passaria de 736 para 1136).

Pela legislação municipal existem 1.887 cargos de professor na Prefeitura. Com a ampliação, passariam a ser 2.537.

O prefeito alega que a criação dos novos cargos será necessária justamente para a adequação da jornada dos professores. O texto não tem estudo de impacto financeiro, mas a proposta da jornada previa gasto adicional de R$ 39,7 milhões por ano para contratar mais docentes.

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