O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, ironizou o apoio que Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, recebeu de oito ex-candidatos ao cargo. Ciro afirmou que há um conflito nas presenças de Guilherme Boulos e Henrique Meirelles, e disse que um deles está sendo enganado.
“O Meirelles é o autor do teto de gastos, que libertou os juros de qualquer controle, e foram R$ 500 bilhões neste ano, foi tudo parar no bolso de banqueiro, o Meirelles fez o teto de gastos, reforma da previdência, reforma trabalhista, e do lado dele está o Boulos do PSOL. Alguém está sendo profundamente enganado, e eu digo pra vocês: não é o Meirelles”.
Ciro participou da Convenção Abras 2022, realizada nesta terça-feira (20) em Campinas. Ele conversou e respondeu a perguntas de empresários do setor supermercadista.
O pedetista falou sobre as propostas de mudar a política econômica e o modelo e governança política do país, que, segundo ele, são “receitas para a tragédia”.
Ciro também disse que irá apostar numa reforma tributária combinada a outras reformas para desonerar o consumo, incentivar o investimento produtivo e reduzir a especulação financeira. Ele voltou a se comprometer com um programa de renda mínima e com a taxação dos mais ricos.
Ao atender a imprensa, Ciro foi ríspido ao se recusar a responder uma pergunta sobre um eventual racha no PDT devido à polêmica com o ex-deputado estadual e dirigente do partido no Paraná, Haroldo Ferreira, que recentemente criticou Ciro e declarou apoio a Lula. Ciro disse que a informação sobre um racha no partido seria “fake news”.
Questionado sobre o desempenho na mais recente pesquisa do Ipec, que mostrou Ciro com 7% das intenções de voto, Ciro indicou apostar nos dois debates agendados até o final da campanha para garantir a vaga no segundo turno contra Lula.