‘Imbrochável’ ou ‘invotável’?
A rejeição das mulheres ao presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma ‘pedra no sapato’ para a campanha à reeleição do governante.
O assunto é tão grave para a equipe do político escalou a primeira-dama Michelle Bolsonaro para tentar reduzir a rejeição de Bolsonaro diante do público feminino, que chegou a bater em 61% das eleitoras em pesquisa do Datafolha, no final de maio.
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Segundo pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira (5), a rejeição a Bolsonaro cresceu de 50% para 54% entre as mulheres, aumentando quatro pontos em uma semana.
Tal rejeição se mantém alta entre mulheres de todas as faixas de renda. Já com os homens é ao contrário: quanto maior a renda, maior apoio ao atual presidente.
Mesmo diante dos esforços em suavizar a imagem do presidente diante do voto feminino, é justamente esse voto que pode ‘broxar’ a eleição de Bolsonaro.
No discurso eleitoreiro que fez em meio às celebrações cívicas do 7 de setembro, Bolsonaro puxou o coro de ‘imbrochável’ e voltou a usar de falas machistas ao falar da mulher Michelle.
Ao lado dela, o preside disse que podia “fazer várias comparações, até entre as primeiras-damas”.
“Não há o que discutir. Uma mulher de Deus, família e ativa na minha vida. Não é o meu lado, não. Muitas vezes ela está é na minha frente. E eu tenho falado para os homens solteiros, para os solteiros que estão cansados de serem infelizes. Procurem uma mulher, uma princesa, se case com ele para serem mais felizes ainda”, afirmou.
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MACHISTA
A fala foi criticada nas redes sociais e virou mais munição entre as mulheres que rejeitam Bolsonaro.
As candidatas à Presidência Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) reagiram às declarações machistas feitas por Bolsonaro.
No Twitter, Tebet afimou que o presidente “mostra todo seu desprezo pelas mulheres e sua masculinidade tóxica e infantil". A candidata disse ainda que “como brasileira e mulher” se sentia “envergonhada e desrespeitada”.
Já Soraya afirmou que Bolsonaro “insiste em propagar que é imbrochável - informação que, sinceramente, não interessa ao povo brasileiro”.