O novo Desenrola Brasil entra em vigor nesta terça-feira (5) com a promessa de aliviar o endividamento das famílias. A iniciativa do governo federal prevê descontos que podem chegar a 90% nas dívidas, com média estimada em 65%, além de condições facilitadas de pagamento.
Voltado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), o programa terá duração inicial de 90 dias e surge em meio ao alto nível de inadimplência no país. O anúncio foi feito em Brasília, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
As regras estabelecidas para renegociação buscam ampliar o acesso ao crédito e permitir que consumidores regularizem sua situação financeira. Entre os principais pontos:
Prazo de até 48 meses para quitar a dívida
Além disso, o programa prevê a retirada automática da negativação para dívidas de até R$ 100, o que pode beneficiar milhões de brasileiros.
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Para viabilizar as renegociações, o governo contará com o FGO e também com valores esquecidos no sistema financeiro, disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR). A expectativa é mobilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões.
Outro ponto importante é o uso do FGTS, que terá regras mais rígidas nesta fase. Os valores poderão ser utilizados exclusivamente para a quitação total das dívidas, sem possibilidade de saque parcial.
O lançamento do programa ocorre em um momento de forte pressão sobre o orçamento das famílias. Dados do Banco Central indicam que grande parte da renda dos brasileiros segue comprometida com dívidas, especialmente em modalidades com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial.
A inadimplência elevada também impacta diretamente o consumo e a recuperação econômica, tornando iniciativas como o Desenrola estratégicas para estimular o mercado.
Podem aderir ao programa brasileiros com renda de até R$ 8.105 mensais e dívidas em atraso. A orientação é buscar os canais oficiais dos bancos para iniciar a renegociação e evitar golpes.
Com condições mais flexíveis e descontos expressivos, o Desenrola tenta se consolidar como uma das principais medidas para reequilibrar as finanças pessoais no país — mas especialistas alertam que o sucesso dependerá do uso consciente do crédito após a renegociação.