Um grave acidente ferroviário chocou a Espanha nesta quarta-feira (28). Dois trens de alta velocidade,pertencentes às operadoras AVE e Iryo, colidiram na estação da cidade de Urda, na província de Toledo, na linha que conecta Madri a Sevilha. O balanço provisório divulgado pelas autoridades aponta mais de 60 vítimas fatais e dezenas de feridos, enquanto equipes de resgate trabalham intensamente no local.
O presidente da comunidade autônoma de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, atualizou os dados preliminares informando que o número de mortos subiu para 68, com pelo menos 80 feridos encaminhados para atendimento médico com diferentes graus de gravidade. No entanto, autoridades governamentais e equipes de emergência temem que o número final de vítimas possa ser ainda maior. Isso porque os socorristas e bombeiros ainda não conseguiram acessar o interior dos vagões mais danificados pela força do impacto.
Causas sob investigação e contexto de segurança
Nas primeiras avaliações oficiais, o Ministério dos Transportes espanhol apontou um possível erro humano de um operador da Adif (administradora da infraestrutura ferroviária) como a principal hipótese para a tragédia.
O acidente também intensificou o debate sobre as condições operacionais do setor. Sindicatos e maquinistas haviam convocado uma greve para esta quinta-feira justamente para protestar contra o que apontavam como falhas e deficiências na segurança ferroviária da rede de alta velocidade.
Atendimento a familiares e desaparecidos
Diante da gravidade da ocorrência, a Guarda Civil da Espanha ativou postos especiais de atendimento para receber familiares de primeiro grau das vítimas e desaparecidos. O foco principal dessas unidades é a coleta de amostras de DNA e o suporte psicológico, etapas fundamentais para acelerar o processo de identificação dos corpos.
As operações de resgate seguem em andamento em Urda, com prioridade para a varredura minuciosa dos escombros e dos vagões mais afetados à medida que a estrutura é estabilizada pelas equipes técnicas.