REPERCUSSÃO

Macron, Pedro Sánchez, Zelenski e Espriella parabenizam Lula

da Folhapress
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Ricardo Stuckert
Lula da Silva (PT) e o presidente da França, Emmanuel Macron
Lula da Silva (PT) e o presidente da França, Emmanuel Macron

Líderes mundiais continuaram a parabenizar, nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que ele e Lula têm "grandes e profundas diferenças políticas e ideológicas", mas concordam que Brasil e Colômbia "são países irmãos e precisam um do outro". "Nenhuma consideração pode estar acima dos interesses de nossas nações", escreveu, acrescentando que, quando "o povo se manifesta nas urnas, sua vontade é sagrada".

Espriella integra o grupo de líderes de ultradireita recém-eleitos na chamada "onda azul" na América Latina. Outros presidentes da região já haviam cumprimentado o petista no domingo. Javier Milei, que mantém uma relação de embate com Lula, é um dos únicos que ainda não o parabenizou. Após a prorrogação do horário de votação, ele compartilhou uma publicação que comparava o brasileiro ao ditador deposto Nicolás Maduro.

O ex-presidente da colombiano Gustavo Petro, aliado de Lula, também celebrou a vitória do PT.

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu esforços para fortalecer a "parceria estratégica" entre os dois países. "França e Brasil têm muito a construir juntos", escreveu Macron no X, acrescentando que os dois países devem cultivar a amizade "a serviço de um mundo mais justo".

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a corrida eleitoral brasileira foi intensa e parabenizou o petista pelos "expressivos resultados". "Agradecemos ao Brasil por seu apoio inabalável à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. Esperamos ampliar nossa cooperação", escreveu.

O Kremlin afirmou nesta que recebeu com satisfação a reeleição do petista. O porta-voz Dmitri Peskov disse que Lula fez muito pelas relações bilaterais e pelo desenvolvimento do Brics e disse esperar que essa atuação tenha continuidade.

O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, comemorou a "virada do progressismo global" após a vitória de Lula. "O que aconteceu no Brasil, acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar", disse o líder socialista, que enfrentará eleições antecipadas no próximo mês.

Já a chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu a vitória de Lula como um triunfo para "a democracia e o multilateralismo". "Juntos, continuaremos trabalhando em estreita colaboração em prol de um comércio livre e aberto, de uma ordem global baseada em regras e de metas ambiciosas para o clima", afirmou.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, também fez alusão à democracia brasileira, "a maior da América Latina", em mensagem em que parabeniza o petista. Quarto maior parceiro comercial do Brasil, a Alemanha espera "aprofundar ainda mais" a relação entre os dois países, escreveu o líder conservador.

O premiê da Índia, Narendra Modi, diz que espera "aprofundar e ampliar ainda mais" a relação com o Brasil. O presidente da África do Sull, Cyril Ramaphosa, afirmou que o resultado "terá repercussões muito além das fronteiras do Brasil". "É uma vitória para o Sul Global e para as forças progressistas em todo o mundo", acrescentou.

A China felicitou o resultado e afirmou estar disposta a continuar trabalhando em conjunto. O premiê do Canadá, Mark Carney, disse que espera aprofundar a parceria com o Brasil.

A ditadora da Venezuela, Delcy Rodríguez, também parabenizou Lula durante entrevista coletiva nesta segunda-feira. "Brasil deu uma lição de que não se impõe extremismos e fanatismos de nenhum tipo. É uma sociedade saudável que deu uma mensagem ao mundo e sobretudo aos povos da América Latina, do Caribe e desta região", afirmou.

Os principais nomes da oposição da Itália comemoraram a reeleição de Lula, classificando o resultado com uma derrota para Donald Trump — até a manhã desta segunda, o presidente dos Estados Unidos não havia se pronunciado sobre o resultado.

"Extraordinária virada e vitória do presidente Lula! As direitas nacionalistas podem ser derrotadas apesar de seu poder, seus algoritmos e seus bilhões", escreveu nas redes sociais Elly Schlein, líder do Partido Democrático, maior sigla de centro-esquerda da Itália.

"Não perde apenas a dinastia dos Bolsonaro, mas também Trump e seus aliados com suas tentativas de ingerência nas eleições brasileiras", disse Schlein, que faz oposição ao governo de Giorgia Meloni.

Mais tarde, Meloni divulgou uma nota parabenizando o presidente Lula (PT) pela reeleição deste domingo (25). "Parabenizo o presidente Lula pela reeleição e o povo brasileiro pela extraordinária prova de participação eleitoral", disse a política de direita.

"Itália e Brasil continuarão a trabalhar juntos nos principais dossiês bilaterais e nos muitos desafios comuns que nos aguardam, no espírito de amizade que une os nossos povos."

Em vez de divulgar o comentário em suas redes sociais, como costuma fazer com líderes com quem tem afinidade, a nota foi publicada no site do governo no fim da tarde desta segunda. Durante o dia, ela vinha sendo cobrada por políticos da oposição pela falta de posicionamento após o resultado do segundo turno.

Líder da Aliança Verde e de Esquerda, o deputado Angelo Bonelli definiu o resultado como uma "esperança para todos nós que lutamos por um mundo mais justo, onde as pessoas e o planeta vêm prima dos interesses de poucos".

Os dois ex-primeiros-ministros Giuseppe Conte (Movimento Cinco Estrelas) e Matteo Renzi (Itália Viva) relacionaram a vitória de Lula com a vitória do movimento estudantil na Sérvia, também neste domingo (25). "Nenhum prognóstico, nenhum obstáculo, nenhum freio às demandas de justiça social e nenhuma interferência podem vencer quando as pessoas decidem se fazer presentes e participar", disse Conte. "Na Sérvia, assim como no Brasil, o povo conta, decide. E, às vezes, vai contra as previsões e as pesquisas. A política pode te surpreender e tudo isso é lindo!", escreveu Renzi.

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