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Celina Leão mantém liderança no DF, mostra Datafolha

Por Mateus Vargas | da Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT)
Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT)

A governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa no segundo turno ao Governo do Distrito Federal, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22).

A candidata à reeleição tem 54% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT) soma 37%. Outros 7% dizem que vão votar em branco, nulo ou nenhum, e há 2% de indecisos.

No levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Celina batia Grass por 55% a 37% em votos totais. Já o percentual de eleitores que declaram intenção de voto em branco, nulo ou em nenhum variou de 5% para 7% entre as duas rodadas, enquanto indecisos são 2%, ante 3% do último levantamento.

Os percentuais de votos válidos não se alteraram, e Celina manteve 60% das menções, ante 40% do concorrente.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentado o cartão com os nomes dos candidatos, Celina manteve a vantagem de 47% a 29% sobre o adversário do PT. "Candidato do PT" foi citado por 1%, enquanto brancos ou nulos são 7%, contra eram 5% da rodada anterior. O percentual de indecisos caiu de 14% para 10%, e outras respostas somam 5% das menções.

A disputa pelo comando do Distrito Federal foi levada ao segundo turno por uma margem pequena de votos. Celina obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% de Grass na primeira etapa das eleições.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Datafolha foi contratada pela TV Globo e pela Folha e ouviu 910 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de terça-feira (20) a esta quinta-feira (22). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com os códigos DF-01738/2026 e BR- BR-00875/2026. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento mostra que 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno pretendem votar em Celina, enquanto 5% preferem Grass. Outros 5% dos eleitores do PL a presidente mencionam intenção de voto em branco ou nulo e 1% não opinou.

Já entre os eleitores de Lula (PT), 78% pretendem votar em Grass, 15% em Celina, 4% em branco ou nulo e 3% não opinaram.

Celina ainda tem intenção de voto mais alta entre os homens do que entre as mulheres (61%, ante 49%) e entre os evangélicos (67%, ante 51% entre os católicos).

No campo de eleitores de Paula Belmonte (PSDB), terceira colocada no primeiro turno, 66% pretendem votar em Celina, 27% em Grass e 7% em branco ou nulo. A tucana anunciou neutralidade.

Avaliação da governadora

A governadora Celina Leão tem o seu trabalho aprovado por 54% dos eleitores brasilienses, contra 55% da pesquisa anterior, e desaprovado por 40%, após marcar 39%. Uma parcela de 7% não opinou - eram 6%.

O percentual de eleitores que dizem avaliar o governo como ótimo ou bom se manteve em 32%. A avaliação regular também é a mesma da última pesquisa, mencionada por 34% dos entrevistados. Já 31% consideram ruim ou péssimo o governo, ante 29%, e 3% não opinaram.

Celina passou a comandar a capital federal em março de 2026, depois de Ibaneis Rocha (MDB) deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado –em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Antes, ela foi deputada distrital e federal.

A governadora aposta no apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, e dos principais nomes da direita na capital federal: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL), eleitas para o Senado, e Damares Alves (Republicanos), que já ocupa uma vaga na Casa.

Já a campanha de Grass, que deixou a presidência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em abril, ganhou fôlego com a saída de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF de 2007 a 2010, da disputa.

O candidato do PSD chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto, mas teve o registro de candidatura rejeitado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no fim de setembro por causa de condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora.

O próximo governador do DF herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral. Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição.

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