A área de abrangência da unidade do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas lidera o número de denúncias de assédio eleitoral entre as regiões atendidas pela instituição no interior paulista e litoral norte. Até esta quinta-feira (22), foram contabilizadas 38 denúncias em 2026, o equivalente a 30,9% das 123 ocorrências registradas em toda a 15ª Região.
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Os números se referem à área regional de atuação do MPT em Campinas, que abrange diferentes municípios, e não apenas à cidade de Campinas ou à Região Metropolitana de Campinas (RMC). O levantamento divulgado pelo órgão não apresenta a distribuição individual das denúncias por município.
Na comparação entre as áreas de atuação das unidades do MPT, Campinas aparece à frente de Ribeirão Preto e São José dos Campos, com 19 registros cada, e de São José do Rio Preto, com 18. Em todo o estado de São Paulo, foram contabilizadas 284 denúncias de assédio eleitoral até 22 de outubro.
Denúncias já superam o total de 2024
A área atendida pelo MPT em Campinas registrou 33 denúncias nas eleições municipais de 2024. Neste ano, o número chegou a 38, crescimento de aproximadamente 15,2%. A comparação, porém, envolve eleições de naturezas diferentes e um levantamento de 2026 ainda incompleto.
Nas eleições presidenciais de 2022, a mesma área regional havia contabilizado 89 denúncias, também liderando os registros entre as unidades do MPT na 15ª Região. Naquele ano, o total do interior paulista e litoral norte foi de 258 ocorrências.

A participação da área regional de Campinas no total da 15ª Região também chama a atenção. Em 2022, respondeu por 34,5% das denúncias. Em 2024, essa proporção chegou a 48,5%. Neste ano, está em 30,9%.
Os registros representam denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho e não significam, necessariamente, que todas as situações relatadas tenham sido comprovadas.
O que é considerado assédio eleitoral?
O assédio eleitoral no ambiente de trabalho ocorre quando empregadores ou outras pessoas utilizam relações profissionais para pressionar, ameaçar, constranger ou tentar direcionar a escolha política dos trabalhadores.
Ameaças de demissão por causa do voto, exigência de participação em atos partidários e promessas de benefícios condicionados ao apoio a candidatos estão entre as situações que podem caracterizar a prática.
A liberdade de convicção política e o sigilo do voto são direitos assegurados pela legislação brasileira.
MPT terá plantão durante o segundo turno
Com a votação presidencial marcada para domingo (25), o Ministério Público do Trabalho realizará plantão presencial no sábado (24) e no domingo (25), das 8h às 17h, para receber e processar denúncias de assédio eleitoral.
Na sede regional de Campinas, poderão atuar até três procuradores e dois servidores por turno. A estrutura permitirá a adoção de medidas urgentes, inclusive em articulação com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça do Trabalho, quando houver necessidade de interromper práticas irregulares.
O atendimento presencial em Campinas será na Rua Pedro Anderson, 91, no Taquaral. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo site www.prt15.mpt.mp.br.
O plantão será realizado ainda nas unidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.