COMBATE AO MOSQUITO

Dengue cerca 32 bairros e Campinas passa dos 4 mil casos

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Levantamento da Secretaria de Saúde identifica áreas com maior risco de transmissão; cidade soma 4.131 casos confirmados em 2026, sem mortes.
Levantamento da Secretaria de Saúde identifica áreas com maior risco de transmissão; cidade soma 4.131 casos confirmados em 2026, sem mortes.

Campinas tem 32 bairros classificados com maior risco de transmissão da dengue, segundo o 41º Alerta Arboviroses de 2026, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento aponta áreas que exigem atenção redobrada dos moradores e reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

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De acordo com o balanço atualizado até terça-feira (13), o município contabiliza 4.131 casos confirmados de dengue desde o início do ano. Apesar das infecções registradas, Campinas não teve mortes pela doença em 2026.

A lista de maior risco está distribuída pelas seis regiões de saúde da cidade. A região Sudoeste concentra sete bairros, assim como a Suleste. As demais áreas também apresentam pontos de atenção, incluindo bairros populosos e regiões residenciais.

Confira os 32 bairros com maior risco de dengue

  • Região Leste (4 bairros): Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury, Parque Taquaral e Alto Taquaral.
  • Região Noroeste (5 bairros): Conjunto Habitacional Parque da Floresta, Conjunto Habitacional Parque São Bento, Jardim Bassoli, Núcleo Residencial Precisa D'Oeste e Jardim Florence II.
  • Região Norte (4 bairros): Real Parque, Jardim São Gonçalo, Vila Santa Isabel e Jardim Independência.
  • Região Sudoeste (7 bairros): Chácara Campos Elíseos, Parque Ipiranga, Jardim Alvorada, Jardim Novo Campos Elíseos, Residencial Souza Queiroz, Jardim Bandeiras II e Jardim Melina.
  • Região Sul (5 bairros): Jardim Nossa Senhora de Lourdes, Vila Saltinho, Jardim Stella, Jardim Noêmia e Parque Residencial Carvalho de Moura.
  • Região Suleste (7 bairros): Jardim São Vicente, Jardim São Gabriel, Jardim Bom Sucesso, Vila Formosa, Jardim Centenário, Jardim Antônio Von Zuben e Fundação Casa Popular.

Mais de 1,3 milhão de visitas em imóveis

Para definir as áreas de maior risco, a Secretaria de Saúde considera indicadores como a incidência de casos, o surgimento de novos pontos de transmissão, a densidade populacional e a necessidade de intensificar as ações em imóveis que não puderam ser vistoriados anteriormente.

A ausência de um bairro na lista não significa que ele esteja livre da dengue. O alerta também vale para localidades vizinhas às áreas identificadas e para regiões que apareceram em levantamentos anteriores.

Entre janeiro e setembro, as equipes municipais realizaram 1.312.532 visitas a imóveis para orientação e eliminação de criadouros. No mesmo período, foram feitas outras 53.382 visitas para aplicação de inseticida por nebulização costal.

Maioria dos criadouros está dentro de casa

A Prefeitura reforça que a participação dos moradores é fundamental para conter a proliferação do mosquito. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde citado pelo município, 80% dos criadouros estão dentro das residências.

Entre as principais medidas preventivas estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d'água bem vedadas, limpar calhas e lajes, retirar pratinhos de vasos de plantas e descartar corretamente pneus, latas e outros objetos que possam acumular água.

O mosquito Aedes aegypti também transmite chikungunya e zika, o que amplia a importância das medidas de prevenção mesmo nos bairros que não aparecem no alerta desta semana.

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