DESDOBRAMENTO

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de matar o pai

Por Vitor Moretti | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Vitor Moretti | Folha da Região
Homem de 32 anos confessou ter agredido Orivaldo Muniz Pacheco, de 74, e apresentou sua versão sobre o crime à Polícia Civil
Homem de 32 anos confessou ter agredido Orivaldo Muniz Pacheco, de 74, e apresentou sua versão sobre o crime à Polícia Civil

A Justiça decretou a prisão preventiva do homem de 32 anos suspeito de matar o próprio pai, Orivaldo Muniz Pacheco, de 74 anos, em Araçatuba. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (17).

O investigado havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de quarta-feira (16), horas depois de a família encontrar o corpo da vítima em um quarto nos fundos da residência, na Rua Canjiro Takebe, no Jardim Casa Nova.

Durante o registro da ocorrência, o homem prestou depoimento e apresentou à Polícia Civil sua versão sobre o homicídio.

Suspeito relata discussão com o pai

Segundo o boletim de ocorrência, o investigado confessou ter matado o pai. Ele relatou que os dois mantinham desavenças constantes, principalmente quando consumiam bebidas alcoólicas.

O homem declarou ser usuário de cocaína e afirmou que, na noite de terça-feira (15), retornou à residência por volta das 23h após consumir bebida alcoólica e usar a droga.

Segundo sua versão, o pai também estaria embriagado e o teria seguido até o cômodo onde ele morava, nos fundos da residência, iniciando uma discussão.

Homem admite agressões

Ainda de acordo com o depoimento, o investigado afirmou que perdeu o controle e passou a agredir o pai com socos.

Ele declarou que, durante as agressões, Orivaldo caiu e bateu a cabeça em um tanque de lavar roupas, sofrendo intenso sangramento. O suspeito disse que continuou a agredi-lo até perceber que o pai não reagia mais.

Em seguida, segundo seu relato, cobriu o corpo e o arrastou até o quarto, onde o deixou ao lado da cama.

A versão apresentada pelo investigado ainda será confrontada com os demais elementos da investigação e com os resultados dos exames periciais.

Sangue foi limpo após o crime, diz suspeito

O homem também declarou que permaneceu no imóvel e dormiu após o crime. Na manhã seguinte, segundo seu depoimento, limpou vestígios de sangue antes da chegada da mãe, que havia passado a noite fora cuidando de uma familiar.

Inicialmente, teria dito à mãe que o pai havia saído e que o sangue era decorrente de um ferimento dele próprio.

Posteriormente, segundo o registro, admitiu à mãe ter matado Orivaldo e indicou onde estava o corpo. Em seguida, deixou a residência levando algumas peças de roupa.

Prisão preventiva

Com informações sobre as características do investigado, policiais militares iniciaram buscas e o localizaram em um terreno baldio no bairro São José.

Segundo o boletim, ele não resistiu à abordagem e novamente confessou o homicídio aos policiais.

A Polícia Civil formalizou a prisão em flagrante e registrou o caso como homicídio. O boletim menciona, nesta fase da investigação, as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.

Após audiência de custódia nesta quinta-feira, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

A Polícia Civil prossegue com a investigação. Os exames periciais deverão auxiliar no esclarecimento da dinâmica e da causa da morte.

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