CULTURA POP

Peter Max, ícone da arte psicodélica, morre aos 88 anos

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/@ petermaxart/Instagram
Seu estilo, marcado por cores fortes, flores, figuras estilizadas e elementos cósmicos, ganhou espaço em campanhas publicitárias, revistas e produtos comerciais.
Seu estilo, marcado por cores fortes, flores, figuras estilizadas e elementos cósmicos, ganhou espaço em campanhas publicitárias, revistas e produtos comerciais.

O artista plástico Peter Max, conhecido por suas obras psicodélicas e coloridas que marcaram a cultura pop dos anos 1960, morreu aos 88 anos. A informação foi divulgada pelo filho, Adam Max, nessa quarta-feira (16). Segundo a família, ele morreu segunda-feira (14). A causa não foi informada, mas Max enfrentava demência avançada.

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Nascido Peter Max Finkelstein em 1937, em Berlim, na Alemanha, era filho de uma família judia que deixou o país durante o regime nazista. Ainda bebê, mudou-se com os pais para Xangai. A família também viveu no Tibete, em Israel e em Paris antes de se estabelecer em Nova York, quando ele tinha 16 anos.

Max estudou arte em instituições de Nova York e abriu um estúdio de design gráfico em 1961. Seu estilo, marcado por cores fortes, flores, figuras estilizadas e elementos cósmicos, ganhou espaço em campanhas publicitárias, revistas e produtos comerciais.

Durante a carreira, suas criações apareceram em selos, móveis, roupas e capas de publicações. Ele também produziu trabalhos para eventos como Jogos Olímpicos, Super Bowl, Copa do Mundo, World Series e Indianapolis 500. Uma de suas obras foi aplicada em um avião Boeing 777 e em um navio da Norwegian Cruise Line.

O artista também retratou personalidades, incluindo presidentes dos Estados Unidos e Taylor Swift. Em 1981, pintou uma série de imagens da Estátua da Liberdade na Casa Branca, a convite da então primeira-dama Nancy Reagan.

A obra de Max também esteve presente em exposições de museus ao redor do mundo. O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) dispõe de sete trabalhos do artista em seu acervo.

Em 1997, Max se declarou culpado de fraude fiscal após ser acusado pelo fisco americano de esconder mais de US$ 1 milhão em rendimentos. Ele pagou os impostos atrasados, multa de US$ 30 mil e cumpriu 800 horas de serviço comunitário ensinando arte em escolas do Harlem.

Peter Max deixa o filho Adam Max e a filha Libra Astro.

Com informações da Associated Press (AP).

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