Mendonça diz que sigilo não foi retirado seletivamente e que manteve sob segredo documentos ligados a investigações em andamento. Ele se manifestou após a PGR e ministros do STF questionarem a divulgação parcial de peças do caso Master.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a retirada de sigilo determinada na quinta-feira (10) atendeu ao pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo ele, foram tornados públicos os procedimentos relacionados ao tema que será analisado pelo tribunal na próxima terça-feira (15).
Mendonça justificou a manutenção de outros documentos sob sigilo pela existência de investigações em andamento e pela necessidade de proteger dados pessoais de investigados, incluindo informações bancárias e fiscais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a liberação parcial dos autos poderia transmitir “ideia equivocada de transparência”. O órgão apontou que diversos procedimentos ligados à investigação da Operação Compliance Zero não constavam na relação de documentos disponibilizados.
Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também pediram a Fachin medidas para ampliar o acesso aos documentos. Moraes defendeu a retirada integral do sigilo e afirmou que 180 documentos e arquivos digitais não foram disponibilizados. Zanin solicitou acesso a uma mídia específica que, segundo ele, é necessária para analisar pedidos da PGR.
A disputa acontece em meio à crise no STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Parte dos procedimentos relacionados ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, permanece sob sigilo.
Com informações do g1 e TV Globo.