TECNOLOGIA

INSS tira biometria do consignado: mais facilidade ou mais risco?


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O empréstimo consignado voltou a poder ser contratado por beneficiários do INSS sem a exigência de biometria facial. A mudança foi adotada para contemplar pessoas que não possuem biometria cadastrada ou que enfrentam dificuldades para realizar o reconhecimento facial.

A medida, porém, reacende uma discussão importante sobre segurança digital e prevenção a fraudes. Afinal, quando estamos falando de um empréstimo contratado em nome do beneficiário, especialmente com parcelas descontadas diretamente do benefício, cada camada adicional de autenticação pode fazer diferença.

Por que a biometria importa?

A biometria facial não elimina o risco de fraude, mas funciona como uma camada adicional de segurança, dificultando que alguém que tenha obtido indevidamente uma senha, credencial ou acesso à conta consiga contratar um empréstimo em nome do verdadeiro titular. Isso, porém, não significa que sua utilização seja dispensável. Quanto mais sensível é a operação, maior deve ser a preocupação com a autenticação de quem realmente está autorizando aquela transação.

Segurança também é proteção do próprio beneficiário

Medidas de segurança não servem apenas para proteger o sistema ou a instituição financeira. Elas também protegem o próprio usuário. Imagine descobrir que um empréstimo foi contratado em seu nome e que, todos os meses, parte do seu benefício será descontada para pagar uma dívida que você nunca contratou. Quanto maior o impacto financeiro e mais difícil for reverter uma operação, maior deve ser a preocupação com a confirmação da identidade e da manifestação de vontade do titular. Nesse sentido, exigir etapas adicionais de autenticação pode parecer burocrático no momento da contratação, mas essa mesma burocracia pode representar uma proteção importante diante de uma fraude.

Onde fica o equilíbrio?

Facilitar o acesso ao crédito é importante. Mas, em operações financeiras, especialmente quando envolvem benefícios previdenciários, segurança e conveniência precisam caminhar juntas. A retirada de uma camada de autenticação pode facilitar o acesso para quem enfrenta dificuldades com a biometria, mas também exige que as demais barreiras sejam suficientemente robustas para compensar essa ausência. No combate às fraudes digitais, muitas vezes, o mecanismo que parece mais burocrático antes do golpe é justamente aquele que fará diferença depois que ele acontecer.

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