A Justiça de Franca manteve preso Wanderson da Costa Silva, acusado de atropelar a vendedora de churros Irislene Costa de Macêdo e tentar atingir o marido dela na noite de terça-feira, 21, na região da Vila Exposição, zona norte da cidade.
Durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 22, o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, determinando que o investigado permaneça detido durante o andamento das investigações e do processo criminal.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso teve origem em um desentendimento envolvendo um ponto de venda de churros. De acordo com a investigação, Wanderson acreditava que o casal havia denunciado seu estabelecimento à Prefeitura, o que teria contribuído para a perda do local onde trabalhava.
Juiz cita gravidade da ação
Conforme a apuração da Polícia Civil, durante a discussão o suspeito avançou diversas vezes com o veículo contra o carrinho de churros e, posteriormente, contra as vítimas.
Irislene foi atingida pelo automóvel e arremessada ao chão. Ela sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
O marido dela conseguiu evitar um impacto mais severo, mas também foi atingido. O carrinho de churros ficou destruído.
Ao analisar o caso, o magistrado considerou que a prisão em flagrante ocorreu de forma regular e homologou o procedimento.
Na decisão, o juiz afirmou que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, com base nos depoimentos das vítimas e testemunhas, além dos demais elementos reunidos pela investigação.
Fuga sem socorro pesou na decisão
O magistrado também destacou a gravidade concreta da conduta atribuída ao investigado.
Segundo a decisão, há indícios de que Wanderson utilizou o automóvel deliberadamente para atingir as vítimas após uma discussão considerada banal, realizando investidas sucessivas com o veículo.
Outro fator apontado pela Justiça foi o fato de o acusado ter deixado o local sem prestar socorro após atingir Irislene, que permaneceu em estado grave.
Para o juiz, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e preservar a aplicação da lei penal.
A decisão ressalta ainda que medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico ou comparecimento periódico em juízo, seriam insuficientes diante da violência empregada no episódio.
Investigação continua
Wanderson da Costa Silva foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. A Polícia Civil sustenta que o veículo foi utilizado como instrumento para matar as vítimas.
Com a conversão da prisão em flagrante em preventiva, ele permanecerá detido enquanto prosseguem o inquérito policial e a ação penal.