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Junho: S. Paulo tem a cesta básica mais cara do país; confira

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/ Tânia Rêgo/Agência Brasil
Entre os produtos que mais pressionaram os preços em São Paulo no último mês estão o feijão carioca, a batata e a carne bovina de primeira.
Entre os produtos que mais pressionaram os preços em São Paulo no último mês estão o feijão carioca, a batata e a carne bovina de primeira.

São Paulo registrou, em junho, a cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras pesquisadas, com custo médio de R$ 965,47, após alta de 1,39% em relação a maio. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No acumulado de 12 meses, o valor da cesta na capital paulista subiu 9,37%. Em 2026, a alta já soma 14,13%.

Entre os produtos que mais pressionaram os preços em São Paulo no último mês estão o feijão carioca (12,05%), a batata (7,47%) e a carne bovina de primeira (1,70%). Também registraram aumento o arroz, a farinha de trigo e a manteiga. Já café, açúcar, óleo de soja, banana, tomate e pão francês ficaram mais baratos, enquanto o leite manteve estabilidade.

Em nível nacional, a cesta básica aumentou em 17 capitais e caiu em outras 10 entre maio e junho. As maiores altas ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

O levantamento também mostra que, considerando a cesta mais cara do país, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92, o equivalente a cinco vezes o piso nacional de R$ 1.621.

Na capital paulista, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou dedicar 131 horas e 2 minutos de trabalho para comprar os alimentos básicos. Isso representa 64,39% da renda líquida, já descontada a contribuição previdenciária.

Entre os alimentos analisados em todo o país, o feijão apresentou alta em todas as capitais pesquisadas. Já café, açúcar e óleo de soja registraram queda de preços na maior parte das cidades.

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