SELEÇÃO BRASILEIRA

Raphinha revela rotina de videogames, truco e pingue-pongue

Por Luciano Trindade e Marcos Guedes | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Rafael Ribeiro/CBF
Raphinha durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em Nova Jersey
Raphinha durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em Nova Jersey

A três dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, está rolando um campeonato de pingue-pongue no hotel em que a seleção brasileira está hospedada, em Basking Ridge, no estado de Nova Jersey.

Também tem uma galera em partidas de truco, alguns curtindo um simulador de F1 e outros isolados em seus videogames.

É assim que, longe não só das câmeras da imprensa, mas também de familiares e amigos, que os atletas fazem para lidar com o longo período de concentração e disputa do Mundial.

De 27 de maio, quando a seleção brasileira se reuniu na Granja Comary, em Teresópolis, a 19 de julho, data da final da Copa do Mundo, quando o grupo ainda espera estar reunido nos Estados Unidos, são 54 dias.

Aos 29 anos, em sua segunda Copa do Mundo, Raphinha se considera um dos atletas mais experientes do elenco. Para ele, em meio à pressão natural que todo atleta carrega por representar a seleção brasileira em um Mundial, é fundamental buscar momentos para relaxar.

"A rotina aqui começa bem cedo. Logo depois do café, a gente já vai direto para o treino. Cada um faz sua preparação, às vezes teve ativação individual, às vezes tem ativação em grupo. Tem que gente que precisa fazer aquela proteção no pé. Depois, quando dá a hora, a gente vai para o treino", contou o atacante.

"É nesse momento que vocês acompanham aqueles 15 minutos de treino, né?", disse ele, se referindo ao curto período em que os profissionais de imprensa podem acompanhar o trabalhado liderado por Carlo Ancelotti.

"Depois desses 15 minutos, eu não posso falar o que acontece", brincou. "Mas, depois do treino, tem a galera que vai para a sauna, faz banheira fria ou tratamento. Quando voltamos para o hotel e terminamos o almoço, alguns vão direto para o videogame, outros para o truco. Temos até um simulador de F1 lá dentro. E também está rolando um campeonato de pingue-pongue", contou.

Para os mais velhos, ou mais experientes, como ele se corrigiu depois, ainda tem a galera que volta a fazer sessões de fisioterapia. "Cada um leva uma rotina um pouco diferente."

Em sua segunda Copa do Mundo, o jogador do Barcelona tenta deixar para trás a imagem negativa que ele carregou no Qatar. Titular da equipe então comandada por Tite, disputou cinco jogos e passou todos em branco, sem gols, nem assistências.

Ainda acabou marcado por declarações polêmicas, como quando afirmou que não assistia aos jogos do Mundial e ao questionar a necessidade de acompanhar as atuações de dois dos maiores astros daquela edição. "Por que eu tenho que saber algo sobre Messi e Mbappé?", reclamou.

Como se sabe, o argentino e o francês foram finalistas, e disputaram uma memorável final, com três gols de Mbappé e dois de Messi. No fim, o título ficou com a seleção sul-americana.

Embora tenha feito uma boa temporada no Barcelona, como peça importante na conquista do Campeonato Espanhol, com 13 gols e três assistências, faz tempo que Raphinha não consegue repetir na seleção o mesmo desempenho que tem no clube.

Seu último gol com a camisa amarela foi em março de 2025, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia pelas Eliminatórias, ainda sob o comando de Dorival Júnior. Depois disso, disputou outras sete partidas com a seleção e teve apenas uma participação direta em gol, ao dar uma assistência no recente amistoso contra o Egito, o último do Brasil antes da estreia na Copa do Mundo.

No ano passado, ele também conviveu com lesões que o impediram de participar de algumas datas Fifa junto com a seleção.

Ele mesmo se cobra para apresentar na seleção um futebol com o mesmo nível que ele exibe quando está a serviço do Barcelona. "A seleção é feita de resultados. Se não tem resultados, a gente vai ser cobrado", reconhece o atleta.

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