CONDOMÍNIO DE LUXO

Polícia prende suspeitas de furto de R$ 700 mil de influencer

Por Carlos Villela | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Polícia Civil do Espírito Santo
Câmeras de segurança mostram suspeitas de furto em condomínio de luxo em Vila Velha (ES) deixando prédio com malas em março de 2024
Câmeras de segurança mostram suspeitas de furto em condomínio de luxo em Vila Velha (ES) deixando prédio com malas em março de 2024

Duas mulheres foram presas sob suspeita de invadir um condomínio de luxo em Vila Velha (ES) e roubar mais de R$ 700 mil em joias, dinheiro e bens de luxo do apartamento pertencente à influenciadora Mirian Carter.

A polícia também prendeu outras duas pessoas apontadas como responsáveis pelo apoio logístico ao crime, ocorrido em março de 2024. Não foi informado onde as prisões ocorreram.

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, o grupo integra uma quadrilha especializada em furtos a imóveis de luxo em diversos estados do país. A reportagem não identificou quem atua na defesa dos suspeitos.

Mirian Carter, que produz conteúdos sobre moda e viagens e é conhecida por ter participado do reality show "A Grande Conquista", da TV Record, mora em Londres e não reside em tempo integral no local. A influenciadora não se manifestou publicamente sobre o caso.

De acordo com a polícia, as suspeitas Maria Luyza Silva de Oliveira, 20, e Carolina Arraes de Lima, 24, entraram no condomínio à beira-mar na praia da Costa, em Vila Velha. Uma delas se apresentou na portaria como parente da proprietária do imóvel.

O porteiro do prédio estava fora do local no momento e as suspeitas foram inicialmente atendidas pela zeladora do condomínio, que informou que faria contato com a moradora do apartamento pelo interfone.

Segundo o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Deic (Departamento Especializado de Investigações Criminais), uma das jovens reagiu de forma agressiva durante a abordagem, o que deixou a funcionária nervosa.

De acordo com a polícia, o grupo confirmou que o apartamento estava vazio antes de arrombar a porta.

Imagens de câmeras de segurança mostram as duas entrando no condomínio e deixando o local carregando duas malas. Em outro momento, elas também aparecem consumindo cerveja.

Quando o porteiro retornou ao local, as duas já haviam saído do prédio. O grupo, formado pelas duas e outros dois homens, teria fugido em um carro alugado.

Além de Maria Luyza e Carolina, foi preso Joel da Silva Santana, 43, pai de Maria Luyza e apontado como mentor logístico da quadrilha.

A polícia também prendeu Rayssa Carneiro Arruda, 20, que não estava envolvida diretamente no furto, mas é suspeita de dar suporte ao grupo e participar da receptação dos produtos roubados. O outro homem envolvido não foi localizado.

Segundo Monteiro, os suspeitos presos fazem parte de uma quadrilha que utiliza informações obtidas online para conseguir dados pessoais de possíveis alvos.

"Eles têm acesso a sites que são hospedados até fora do Brasil, na dark web e na deep web, e, com esses sites, conseguem informações como nome completo, endereço, telefone celular, endereço do condomínio, telefone até da portaria do condomínio, em alguns casos imposto de renda da pessoa, veículos e até assinaturas digitais", disse o delegado nesta quinta-feira (7), durante entrevista coletiva na sede da Polícia Civil, em Vitória.

Conforme os investigadores, a localização de um iPod pertencente a uma das moradoras permitiu identificar uma pousada na cidade de Serra, onde o grupo havia se hospedado.

Em celulares apreendidos com as suspeitas, a polícia encontrou fotografias delas usando as mesmas roupas do dia do crime e imagens com evidências de outros furtos, incluindo fotos de três bolsas com o símbolo da grife Chanel.

As investigações contaram com apoio da Polícia Civil de São Paulo e também localizaram suspeitos ligados à quadrilha envolvidos em crimes na Bahia e no Paraná.

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