Darci Pereira Fagundes, de 76 anos, desaparecido há mais de uma década, foi encontrado em Franca poucas horas após o caso ser divulgado pelo Portal GCN/Sampi. O idoso, que estava acolhido no Abrigo Provisório municipal, foi identificado ainda na quarta-feira, 29 de abril, e reencontrou as filhas nesta segunda-feira, 4, na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca, encerrando uma busca que durava mais de dez anos.
O registro formal do desaparecimento havia sido feito apenas na última semana, no 3º Distrito Policial de Franca. Segundo a família, a intenção era ampliar as buscas por meio da divulgação oficial e da repercussão na imprensa.
Após a publicação da reportagem do GCN, a Assistência Social do município, integrante de um grupo de WhatsApp voltado à localização de desaparecidos — utilizado pelo Distrito Policial e pelo Plantão da CPJ — informou que Darci estava acolhido em um abrigo da própria cidade.
Histórico de desaparecimentos
O boletim de ocorrência aponta que o histórico de desaparecimentos começou ainda no Paraná, após o divórcio. Na ocasião, Darci deixou a casa sem dar explicações.
Anos depois, ele reapareceu brevemente para assinar documentos e participar do casamento de uma das filhas, mas desapareceu novamente no dia seguinte.
O paradeiro voltou a ser rastreado de forma indireta após registros relacionados à aposentadoria confirmarem que ele estava vivo. A partir de um número de telefone vinculado aos registros, a família descobriu que Darci realizava trabalhos esporádicos como cuidador de chácara em Franca, mantendo comportamento nômade e sem contato frequente.
Último encontro havia sido há dez anos
O último encontro presencial entre Darci e a família havia ocorrido cerca de dez anos atrás. Na ocasião, uma das filhas o encontrou debilitado em uma praça da cidade, com problemas de visão.
Segundo a família, ele foi levado para casa, recebeu alimentação, roupas novas e atendimento médico. Cerca de uma semana depois, porém, saiu sem avisar.
“Ele ficou cerca de uma semana com a gente. A gente cuidou de tudo, mas, quando minha irmã saiu para trabalhar, ele foi embora sem avisar”, relatou Cleide Fagundes da Silva, filha de Darci.
Força-tarefa envolveu diversos órgãos
Além da Polícia Civil, participaram das buscas e do processo de localização a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal e secretarias municipais.
A família destacou a atuação conjunta dos órgãos de segurança e assistência social, além do papel da imprensa na divulgação do caso.
Darci manifestou o desejo de permanecer no local onde está acolhido e segue sob atendimento no Abrigo Provisório de Franca enquanto a família define os próximos passos.