A Polícia Civil, por meio do 1º Distrito Policial de Birigui, esclareceu a autoria do atentado contra a vereadora Andreia do Nascimento Belmonte Vitorette. O caso, que teve repercussão política na cidade, foi investigado pela unidade policial do município.
O ataque ocorreu na madrugada e 6 de fevereiro de 2026, quando dois homens em uma motocicleta vermelha passaram em frente à residência da parlamentar e lançaram rojões contra o imóvel em duas ocasiões, por volta de 1h50 e 2h10. A ação causou danos no veículo da vereadora e deixou marcas de queimadura na propriedade.
Segundo a investigação, a motivação teria relação com denúncias feitas pela parlamentar à Prefeitura sobre perturbação sonora e uso irregular de fogos de artifício em estabelecimentos da cidade.
As apurações conduzidas pelo delegado Ícaro Oliveira Borges tiveram apoio do cruzamento de imagens de câmeras de segurança e de relatórios da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que ajudaram a identificar os envolvidos.
Os policiais militares Rafael e Mateus relataram que, naquela madrugada, já haviam sido acionados para atender denúncias relacionadas à explosão de rojões na região. Durante o patrulhamento, encontraram dois suspeitos em uma motoneta Honda Biz vermelha. Nada ilícito foi localizado naquele momento, mas a investigação posterior confirmou a ligação da dupla com os ataques.
As imagens obtidas pela Polícia mostram os investigados passando pela residência da vereadora, lançando os artefatos e fugindo em seguida. Em uma das gravações, é possível ver a motocicleta sendo acompanhada por uma viatura poucos minutos após a segunda ação.
Motivação e depoimentos
De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados é proprietário de um estabelecimento comercial que passou a receber frequentadores após a interdição de outro ponto conhecido como “Bar Fiel 018”, fechado depois de denúncias feitas pela vereadora.
Durante depoimento, os dois homens admitiram participação no caso. Um deles confessou ter conduzido a motocicleta e afirmou que a ação foi uma “brincadeira” motivada pela insatisfação com o fechamento do bar. O outro investigado admitiu ter arremessado os rojões nas duas ocasiões, alegando que agiu sem intenção de ameaçar a parlamentar.
Apesar das justificativas apresentadas, a Polícia Civil concluiu que houve materialidade e autoria dos crimes de dano e ameaça. O procedimento foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.