A Polícia Federal investiga a entrada de bagagens no Brasil sem inspeção em um voo particular que transportava autoridades e um empresário do setor de apostas. O caso envolve suspeitas de prevaricação e descaminho e tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia também: Bets retiraram R$ 143 bilhões do comércio varejista, diz CNC
O que está sob investigação
A apuração mira a conduta de um auditor da Receita Federal que teria permitido a passagem de malas sem fiscalização no desembarque. O episódio data de 20 de abril de 2025, no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, apontada pela PF como paraíso fiscal.
Quem estava no voo
A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”. Estavam a bordo o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões, além de outros passageiros.
O desembarque
Imagens de segurança mostram que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passou inicialmente pelo raio-x com duas bagagens. Minutos depois, retornou com sete volumes e contornou o detector de metais, sem submeter os itens à inspeção. Segundo a PF, o auditor acompanhou a movimentação e liberou a passagem.
Os volumes identificados são sacola plástica, caixa de papel (aparente), sacola de papel, edredom, mala de viagem, caixa (aparente) e mochila.
Registros também indicam outras falhas no procedimento, como liberação de itens sem retirada de eletrônicos e líquidos das bagagens.
O que dizem os envolvidos
Hugo Motta afirmou que seguiu as regras aduaneiras e aguarda posicionamento da Procuradoria-Geral da República. O empresário dono da aeronave declarou que os itens eram pessoais, segundo relato do piloto. Defesas de outros citados não se manifestaram ou não responderam.
Por que o caso está no STF
A presença de autoridades com foro privilegiado levou o processo ao STF. O ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República para decidir sobre a competência da Corte.
O que diz a investigação
A PF afirma que não há definição sobre a propriedade ou o conteúdo das bagagens. Relatórios indicam que não é possível descartar eventual envolvimento de autoridades em irregularidades, o que motivou o envio do caso ao Supremo.
Com informações do Metrópoles.