Pirajuí - Policiais civis da Delegacia de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) prenderam em flagrante, na manhã desta quarta-feira (15), uma mulher com várias ampolas do remédio para emagrecimento Tirzepatida, além de dinheiro. Ela foi autuada por comercializar medicamento sem o registro no órgão de vigilância sanitária competente, crime previsto no artigo 273, §1º-B, inciso I, do Código Penal.
A ação decorreu de informações previamente recebidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) relatando a atuação da investigada na venda de substâncias para emagrecimento, sobretudo o produto conhecido como “Mounjaro”. Segundo apurações, nesta quarta, por volta das 10h, seria realizada entrega com determinado veículo nas proximidades de uma agência bancária do município.
"Diante disso, foi realizada diligência de monitoramento no local, ocasião em que os agentes identificaram o automóvel vinculado à investigada e, na sequência, procederam à abordagem no interior da agência bancária, onde ela se encontrava portando uma sacola, em circunstâncias compatíveis com a dinâmica previamente informada", revela a Polícia Civil, por meio de nota.
Na busca pessoal, foram apreendidas duas caixas do medicamento Tirzepatida, no total de oito ampolas, R$ 1.485,00, material destinado à manutenção da refrigeração do produto e o aparelho celular da suspeita. De acordo com a polícia, ela confessou que adquiriu os medicamentos para revenda de fornecedor de São Paulo e que entregaria a uma pessoa mediante pagamento eletrônico.
"Apurou-se, ainda, que os produtos apreendidos não possuem registro, notificação ou cadastro perante a Anvisa, estando sujeitos a medidas de apreensão e proibição de comercialização, nos termos da Resolução-RE nº 214/2026, o que reforça a materialidade delitiva, em tese", explica a corporação. Após o flagrante, a suspeita ficou à disposição da Justiça na Cadeia Pública de Avaí.
"A Polícia Civil reforça seu compromisso com a proteção da saúde pública e orienta a população a não adquirir medicamentos de procedência duvidosa ou sem registro nos órgãos competentes", ressalta.