JUSTIÇA ELEITORAL

TRE-SP julga caso que pode barrar pré-candidata em Brejo Alegre

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução Redes socias
Maysa Rodrigues da Silva e Higor Roberto Pereira Martins foram condenados em 1ª instância por abuso de poder político; caso será analisado pelo TRE-SP
Maysa Rodrigues da Silva e Higor Roberto Pereira Martins foram condenados em 1ª instância por abuso de poder político; caso será analisado pelo TRE-SP

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deve julgar nesta semana um caso que pode impactar diretamente o cenário político de Brejo Alegre. Está na pauta de quinta-feira (16), às 15h, o recurso eleitoral envolvendo a pré-candidata à prefeitura Maysa Rodrigues da Silva, investigada por suposto abuso de poder político nas eleições de 2024.

A ação tem origem em investigação que apura um suposto esquema de transferência irregular de eleitores para o município, com o objetivo de beneficiar candidaturas locais. O processo foi movido por Rafael Alves dos Santos, representado pelo advogado Giovani da Silva Cruz.

Condenação em primeira instância

Na primeira instância, a Justiça Eleitoral de Birigui reconheceu a existência de irregularidades e condenou Maysa Rodrigues da Silva e Higor Roberto Pereira Martins — então candidato a vereador — por abuso de poder político, declarando a inelegibilidade de ambos por oito anos.

Trechos da decisão apontam a gravidade do caso. Segundo a sentença, houve “arregimentação fraudulenta de eleitores para o município de Brejo Alegre”, com indícios de um esquema estruturado para alterar o domicílio eleitoral de votantes.

O juiz também destacou que a prática “atenta contra os pilares da democracia”, ao criar artificialmente um colégio eleitoral, o que caracteriza abuso de poder independentemente do resultado da eleição.

Esquema e atuação direta

De acordo com os autos, há relatos de que a própria candidata teria participado diretamente da abordagem a eleitores. Testemunhos indicam que pessoas foram procuradas para transferir seus títulos, com o objetivo de reforçar a base eleitoral no município.

A decisão menciona ainda que o esquema não teria sido isolado, podendo ter alcançado outros eleitores, o que reforça a gravidade das acusações e o potencial de impacto no processo democrático.

Julgamento decisivo

O caso será agora reavaliado pelo colegiado do TRE-SP, sob relatoria da juíza Danyelle Galvão. A análise do recurso pode manter ou reverter a condenação, em um momento sensível, já que Maysa aparece como pré-candidata à Prefeitura de Brejo Alegre nas eleições suplementares previstas para este ano.

O julgamento é aguardado com expectativa por lideranças políticas e eleitores, já que a decisão pode redefinir o cenário eleitoral do município.

Caso a condenação seja mantida, a inelegibilidade pode impedir a participação da pré-candidata na disputa. Por outro lado, eventual reversão abre caminho para sua candidatura.

Clima de tensão política

O caso ocorre em meio a um cenário de forte mobilização política em Brejo Alegre, marcado pela preparação para uma eleição suplementar. A decisão do TRE-SP deve ter efeito direto sobre alianças, estratégias e o próprio rumo da disputa.

Nos bastidores, o processo é tratado como um dos mais sensíveis da atual conjuntura eleitoral local e pode se tornar determinante para o futuro político da cidade.

A reportagem procurou a equipe jurídica de Maysa Rodrigues da Silva para se manifestar sobre o caso. E sua defesa disse que provará a inocência da candidata quantas vezes forem necessárias.

“Já comprovamos anteriormente a inocência de Maysa e, se necessário, faremos isso quantas vezes for preciso. Temos plena convicção de que ela jamais praticou qualquer ato passível de reprovação. Inclusive, já conseguimos reverter outras situações semelhantes. Seguimos confiantes de que a Justiça será feita e utilizaremos todos os instrumentos jurídicos cabíveis para a condução e resolução de mais este processo”, afirmou o advogado João Henrique Feitosa Benatti.

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