A greve de professores da rede estadual convocada pela Apeoesp atinge escolas em todo o estado de São Paulo nesta quinta-feira, 9, e sexta-feira, 10, incluindo Franca. A paralisação foi organizada para pressionar o Governo do Estado por reajuste salarial, valorização profissional e mudanças em políticas educacionais, com impacto direto no funcionamento de diversas unidades de ensino.
Paralisação em Franca
Em Franca, a adesão nessa quinta-feira, 9, variou entre escolas com paralisação total, parcial e elevada. Confira o balanço divulgado pela Apeoesp:
100% paralisadas
- "Vicente Minicucci"
- "João de Faria"
- "Roberto Scarabucci"
90% de adesão:
-
"Luis Paride"
Parcial:
- "Celso Toledo"
- Cede
- "Hélio Palermo"
- "Homero Alves"
- "Isaac Vilela"
- "João Marciano"
- "Jorge Faleiros"
- "Laura de Melo"
- "Maciel de Castro"
- "Maria Pia"
- "Mario D'Elia"
- "Odette Bueno"
- "Stella da Matta"
Assembleia estadual
A mobilização prevê ainda uma assembleia estadual nesta sexta-feira, às 16h, no Masp, na capital paulista, onde a categoria deve decidir sobre a continuidade do movimento. O chamado da Apeoesp foi direcionado a professores, estudantes, pais e à população, com orientação do sindicato para que os alunos não compareçam às escolas durante os dias de greve.
Segundo a Apeoesp, a paralisação é uma resposta ao que classifica como “autoritarismo” na condução das políticas educacionais. Entre as principais reivindicações, estão o pagamento de valores retroativos do período da pandemia, a aplicação do tempo de serviço descongelado e a garantia de professores em todas as salas de aula.
A categoria também cobra reajuste salarial linear nos mesmos moldes concedidos a policiais e a revisão da jornada de trabalho conforme o piso nacional. Outro ponto criticado é o modelo de avaliação de desempenho, considerado “injusto e punitivo”.
De acordo com levantamento da Apeoesp, há uma defasagem salarial significativa. Em 2006, o salário base de um professor em início de carreira equivalia a cinco salários mínimos. Atualmente, essa proporção caiu para cerca de 3,4 salários mínimos. Segundo o sindicato, se a equivalência fosse mantida, o salário base deveria ser de R$ 7.910, cerca de R$ 2.410 a mais do que o valor atual.
A pauta inclui ainda a retirada da reforma administrativa da educação, abertura de turmas no período noturno, melhorias na educação inclusiva e mais segurança nas escolas. Professores também reivindicam a devolução de descontos aplicados a aposentados e pensionistas.
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Darsio 7 horas atrásEsse desgoverno Tarcísio nunca teve compromisso com a educação, cujos resulatdos das avaliações externas apontam para um verdadeiro vexame. Paga um piso para os seus professores muito abaixo do pago por estados com muito menos recursos. Muitos professores recebem abaixo do piso nacional, tendo o complemento com subsídios, que em nada é incorporado para fins de aposentadoria. Infestou a sala de aula com aplicativos que, se por um lado enriqueceu os amigos do mercado com recursos do FUNDEB, em nada conseguiu despertar o interesse de alunos. Fechou o noturno em muitas escolas, forçando alunos que trabalham, a abandoraem os seus estudos. Não oferece condições adequadas de trabalho e, na maior cara de pau busca jogar toda a culpa pelos péssimos resultados, sobre os ombros dos professores. ASSÉDIO MORAL É A POLÍTICA PELA QUAL O SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO, EMPRESÁRIO E NÃO EDUCADOR, BUSCA MEDIAR SUA RELAÇÃO COM OS PROFESSORES. A educação paulista vai ficando na rabeira de outros estados e, tudo indica que a maioria dos paulistas se sentem feliezes com essa realidade