A licitação que vai definir o novo sistema de transporte coletivo de Campinas pelos próximos 15 anos foi decidida nesta quinta-feira (5), durante sessão realizada na sede da B3, em São Paulo.
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O resultado confirmou a vitória da Sancetur, ligada ao empresário Marco Antonio Abi Chedid, no Lote Sul, enquanto o Consórcio Grande Campinas ficou com o Lote Norte.
A proposta vencedora do Lote Sul apresentou deságio de 14,9%, enquanto o Lote Norte teve desconto de 19,3% em relação ao valor de referência previsto no edital.
Com o resultado, as atuais concessionárias deixam o sistema de transporte da cidade. O modelo vigente era operado por empresas ligadas ao Grupo Belarmino — responsável pela VB Transportes — e pelo consórcio formado por Expresso Campibus, Onicamp Transportes e Itajaí Transportes Coletivos, grupos derrotados no certame.
Disputa dividida em dois blocos
O edital dividiu a operação do sistema em dois lotes operacionais:
- Lote Norte: regiões Norte, Oeste e Noroeste
- Lote Sul: regiões Leste, Sul e Sudoeste
Cada bloco recebeu três propostas, entre as seis apresentadas por cinco grupos econômicos que participaram da concorrência.
Após a divulgação das propostas financeiras, as empresas vencedoras ainda precisam apresentar planilha atualizada de custos. Em seguida será aberto o Envelope 3, contendo a documentação de habilitação jurídica, técnica e econômico-financeira.
Caso não haja impedimentos ou questionamentos, o processo seguirá para homologação e assinatura do contrato.
Concessão de R$ 11 bilhões
O novo contrato de concessão tem duração de 15 anos e valor estimado em R$ 11 bilhões ao longo do período.
Entre as responsabilidades das empresas vencedoras estão:
- operação do transporte coletivo convencional
- atendimento do PAI-Serviço, voltado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida
- gestão dos terminais urbanos e estações do BRT
- implantação e operação do sistema de bilhetagem eletrônica
- monitoramento e tecnologia embarcada na frota
O edital prevê R$ 1,7 bilhão para renovação da frota, sendo R$ 900 milhões nos primeiros cinco anos e R$ 800 milhões na década seguinte.
Outros R$ 1,9 bilhão devem ser investidos em tecnologia e infraestrutura do sistema.
Quem são os vencedores

Reprodução/B3
A Sancetur, que venceu o Lote Sul, atua em mais de 20 cidades do interior e litoral paulista, operando sob a marca SOU. A empresa também possui participação em sistemas de transporte em outros estados, incluindo o Rio de Janeiro.
Já o Consórcio Grande Campinas, vencedor do Lote Norte, reúne empresas com atuação em diferentes municípios do interior e da Grande São Paulo, com operações em cidades como Santa Bárbara d’Oeste, Marília e Suzano.
Se não houver contestações judiciais, a expectativa da Prefeitura de Campinas é que os contratos sejam assinados ainda neste semestre, iniciando uma nova etapa para o transporte coletivo da cidade.