Palmeiras rescinde contrato com Fictor após pedido de recuperação
O Palmeiras anunciou nesta segunda-feira (2) a rescisão do contrato que mantinha com o grupo Fictor, que atuava como o principal patrocinador do clube desde o ano passado.
Segundo o clube, pesaram na decisão o inadimplemento contratual da Fictor e o pedido de recuperação judicial da companhia com uma dívida que supera os R$ 4,2 bilhões. Ao Palmeiras, o grupo deve R$ 2,6 milhões só na recuperação.
"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor", disse o clube em comunicado.
O contrato do Palmeiras com a companhia foi assinado em março do ano passado e prevê o pagamento de R$ 25 milhões por ano até 2028, com a possibilidade de chegar a R$ 30 milhões, dependendo de bônus por metas atingidas.
O logotipo da Fictor figurava no alto da camisa dos times masculino e feminino do Palmeiras, acima do nome dos jogadores.
Mais cedo, o Palmeiras disse que ficou sabendo do pedido de recuperação judicial da Fictor pela imprensa.
No pedido de recuperação feito neste domingo (1°), a Fictor solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias. Segundo a companhia, isso reduziria o risco de "corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime".
Em novembro do ano passado, o Banco Master chegou a anunciar que seria comprado pela Fictor. Isso aconteceu um dia antes de o banco ter sua liquidação anunciada. A operação acabou barrada pelo Banco Central. Atualmente, Master e o resto de seu conglomerado financeiro, como o Will Bank e o Letsbank, estão em processo de liquidação.
À Justiça, a Fictor afirma que o escândalo gerado com a liquidação do Master afetou os negócios e gerou uma corrida de saques das contas pelos investidores.