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Senegal supera Marrocos e polêmica para vencer Copa Africana

da Folhapress
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Reprodução/Instagram|@footballsenegal
Foi o segundo título da principal competição africana de seleções conquistado pela seleção senegalesa
Foi o segundo título da principal competição africana de seleções conquistado pela seleção senegalesa

A seleção de Senegal conquistou neste domingo (18) o seu segundo título da Copa Africana de Nações com uma vitória por 1 a 0 sobre Marrocos em partida disputada no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat, na capital marroquina.

O único gol do jogo foi marcado pelo meia Pape Gueye, do Villareal, aos quatro minutos da prorrogação, com um chute preciso da entrada da grande área que encontrou o ângulo esquerdo do goleiro Bono.

Foi o segundo título da principal competição africana de seleções conquistado pela seleção senegalesa. A primeira taça veio em 2021, quando venceu o Egito na decisão, na cobrança de pênaltis. A equipe também ficou o vice duas vezes, em 2002, quando foi superada por Camarões, e em 2019, quando perdeu para a Argélia.

Adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, a seleção marroquina desperdiçou a chance de também levantar a taça pela segunda vez em sua história, após ficar com o título em 1976. A última vez em que a equipe havia chegado até a final tinha sido em 2002, qunado foi superada pela Tunísia na final.

O time da casa teve uma grande oportunidade para abrir o placar em polêmico pênalti marcado pelo juiz congolês Jean-Jacques Ndala nos acréscimos do segundo tempo, após consulta ao VAR indicar que Malick Diouf, de Senegal, teria derrubado Brahim Díaz, de Marrocos, dentro da área.

Revoltados com a decisão da arbitragem, alguns jogadores da seleção de Senegal chegaram a abandonar brevemente o gramado em direção aos vestiários, incentivados pelo treinador Pape Thiaw, mas acabaram convencidos a voltar ao gramado cerca de 15 minutos depois. Principal jogador do time, o atacante Sadio Mané foi quem chamou os companheiros a voltarem ao campo.

Atacante do Real Madrid e artilheiro da Copa Africana com cinco gols, o próprio Brahim Díaz foi para a cobrança, mas tentou uma cavadinha displiscente no meio do gol, dando a bola nas mãos do goleiro senegalense Edouard Mendy. Logo após a cobrança, o juiz encerrou a partida, levando o jogo para a prorrogação.

Para chegar até a final, a seleção de Senegal avançou na liderança de seu grupo, após vitórias contra Botsuana e Benin e empate com a República Democrática do Congo. Nas oitavas de final, Senegal passou pela seleção do Sudão e despachou Mali nas quartas de final. Na semifinal, a seleção senegalesa bateu o Egito de Mohamed Salah por 1 a 0, com gol do atacante Sadio Mané.

Invicta durante a campanha vitoriosa da Copa Africana, a seleção de Senegal, 19ª no ranking da Fifa -atrás apenas de Marrocos (11ª) entre as seleções africanas- sofreu sua última derrota em novembro do ano passado, quando perdeu amistoso contra a seleção brasileira de Carlo Ancelotti por 2 a 0.

A campeã da Copa Africana está no grupo I da Copa do Mundo, ao lado de França, Noruega, e mais uma seleção (Iraque, Bolívia ou Suriname) que será conhecida após a repescagem intercontinental.

Já Marrocos faz parte do grupo C, e está ao lado de Brasil, Escócia e Haiti.

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