JUSTIÇA DECIDE

Mulher vai indenizar funcionária demitida porque usa trança

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Redes sociais
 Gabriela foi pressionada pela chefia a retirar o penteado sob ameaça de demissão.
Gabriela foi pressionada pela chefia a retirar o penteado sob ameaça de demissão.

A Justiça do Trabalho de Maceió (AL) reconheceu que a vendedora Gabriela Barros foi vítima de discriminação racial ao ser advertida e posteriormente demitida por usar tranças no trabalho. A decisão, da 9ª Vara do Trabalho, condenou a empresa ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais.

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Contratada entre outubro de 2024 e abril de 2025, Gabriela foi pressionada pela chefia a retirar o penteado sob ameaça de demissão, situação que, segundo ela, se repetiu meses depois, quando decidiu manter as tranças. A dispensa ocorreu diante de colegas, ela disse. Em vídeo nas redes sociais, a vendedora relatou que ouviu da superiora que seu estilo “não era social”, que se fosse, aceitaria as tranças.

Na sentença, o juiz Emanuel Holanda Almeida destacou que a própria empresa admitiu impor restrições a certos penteados e acessórios, sem apresentar justificativa técnica para proibir tranças afro. Para ele, a prática configura discriminação indireta por motivo racial e reflete o racismo estrutural presente nas relações profissionais.

O caso ainda pode ser analisado por instâncias superiores.

*Com informações da CNN Brasil

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