Passadas mais de duas décadas desde os atentados de 11 de setembro de 2001, laboratórios forenses em Nova York ainda trabalham para dar nome a restos mortais recuperados nos escombros das Torres Gêmeas. Dos 2.753 mortos no World Trade Center, cerca de 40% -mais de 1,1 mil pessoas - permanecem sem qualquer identificação. A dificuldade se deve à degradação causada por fogo, calor extremo, produtos químicos e meses de combustão em Ground Zero.
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A equipe do Instituto Médico Legal da cidade já testou todos os fragmentos recolhidos, quase 22 mil amostras, e recorre hoje a técnicas avançadas de extração de DNA. Ainda assim, centenas de famílias continuam sem a chance de enterrar seus entes queridos. Para muitas delas, a promessa de identificação feita em 2001 ainda é um elo de esperança.
O esforço científico para identificar as vítimas, iniciado ainda em 2001, continua descrito pelos peritos como uma promessa solene: a de não descansar até que cada nome seja reconhecido.
O atentado
Em 11 de setembro de 2001, 19 terroristas do grupo Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais para missões suicidas. Duas aeronaves colidiram de propósito contra as Torres Gêmeas (prédios do complexo World Trade Center), em Nova York, enquanto outra se chocou contra o Pentágono, em Washington. Um quarto avião, que tinha como alvo a Casa Branca, caiu em campo aberto, na Pensilvânia.
Cronologia do ataque
8h46 – Voo 11 da American Airlines atinge a Torre Norte.
9h03 – Voo 175 da United Airlines se choca contra a Torre Sul.
9h37 – Voo 77 da American Airlines atinge o Pentágono.
9h59 – Desmoronamento da Torre Sul.
10h03 – Voo 93 da United Airlines cai em Shanksville, Pensilvânia, após reação dos passageiros.
10h28 – Colapso da Torre Norte.