Na véspera do Oscar 2025, indígenas da aldeia Inhaã-bé, no Amazonas, realizaram um ritual para transmitir boas energias ao filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. A cerimônia foi realizada na comunidade situada às margens do rio Tarumã-Açu, onde foi inaugurada recentemente a primeira sala de cinema em território indígena no Norte do Brasil. A informação é do portal G1.
Leia mais: 'Ainda Estou Aqui' vence o Oscar de melhor filme internacional
O ritual, conduzido pela pajé-curandeira A-yá Kukamíria, do povo Kukama, incluiu bênçãos, cantos tradicionais e defumação para fortalecer a trajetória do longa na premiação. Durante o evento, uma projeção da estatueta do Oscar foi abençoada com a frase "O Oscar é nosso".
Thaís Kokama, produtora indígena responsável pelo espaço, destacou que a cerimônia também foi uma homenagem a Eunice Paiva, protagonista da história real retratada no filme. Advogada e ativista, Eunice defendeu os direitos dos povos indígenas e lutou pela demarcação de terras após perder o marido, o ex-deputado Rubens Paiva, assassinado durante a ditadura militar.