O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), advertiu o tenente-coronel Mauro Cid sobre as consequências de omitir informações durante os depoimentos de delação, sobretudo, sobre o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista. A tentativa de omitir fatos foi tornada pública ontem (19), após a divulgação dos depoimentos escritos. Cid é ex-ajudante de ordens Bolsonaro.
Hoje, Moraes retirou o sigilo dos vídeos dos depoimentos de delação premiada.
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No início do depoimento, por volta dos cinco primeiros minutos, Moraes disse que omissões e contradições foram encontradas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações do inquérito sobre a trama golpista para impedir o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Moraes declarou que a oitiva era uma nova oportunidade para o colaborador prestar informações verdadeiras.
"Vários documentos foram juntados aos autos, onde celulares, mensagens de celulares, mensagens de computadores, novos laudos foram juntados, se percebeu que há uma série de omissões e uma série de contradições. Eu diria aqui, com todo respeito, uma série de mentiras na colaboração premiada", afirmou Moraes.
Prisão
O ministro também lembrou que Cid tinha a seu desfavor um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo retorno à prisão pelas omissões encontradas nos depoimentos e a possibilidade de revogação dos benefícios.
"Eventuais novas contradições não serão admitidas. Eu quero que ele diga o que sabe, mais especificamente em relação ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, às lideranças militares citadas, general Braga Netto, general Heleno, general Paulo Sérgio, general Ramos e eventuais outros que ele tiver conhecimento", completou Moraes.
Durante a audiência, Cid reafirmou todas as acusações contra os investigados e os benefícios foram mantidos.
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Comentários
1 Comentários
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ADRIANO A S ANDRADE 20/02/2025Na realidade não há uma ameaça, mas um esclarecimento, visto que Cid é um bandido que mente deslavadamente e é normal tais falas no âmbito da área criminal. Esperar que dar caviar, beijos e abraços tais malandros vão falar seus crimes é um delírio. Na realidade tal reportagem quer dar um mãozinha para Bolsonaro, visando alegar alguma nulidade ou parcialidade do Juiz. A imprensa brasileira na mão da elite perversa neoliberal foge da crítica verdadeira para proteger nazistas e bandidos do colarinho branco, por que os mesmo os enrique quando estão no poder. É uma reportagem tendenciosa e um farsa.