O guarda do Hamas que matou um refém israelense na segunda-feira (12) agiu "como vingança", contrariando instruções do grupo, depois de receber a notícia de que seus dois filhos haviam sido mortos em um ataque israelense, disse porta-voz das Brigadas al-Qassam, Abu Ubaida, nesta quinta-feira (15).

O incidente não representa a ética do grupo, acrescentou. "O soldado (do Hamas) designado como guarda agiu de maneira retaliatória contra as instruções depois de receber informações de que seus dois filhos foram martirizados em um dos massacres conduzidos pelo inimigo", disse Ubaida no Telegram.
"O incidente não representa nossa ética e as instruções de nossa religião ao lidar com prisioneiros. Reforçaremos as instruções", acrescentou.
Os militares israelenses não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Na segunda-feira, as Forças Armadas israelenses disseram que não poderiam corroborar ou refutar imediatamente o relato do grupo.
O momento em que o Hamas faz a revelação pode ser uma tentativa de aumentar a pressão sobre Israel antes das negociações de cessar-fogo em Doha, no Qatar, que começaram esta manhã.
O Irã promete entrar na guerra entre palestinos e israelenses depois que um líder do Hamas foi morto.