Durante entrevista coletiva em Tel Aviv no domingo, durante a qual anunciou sua renúncia, Benny Gantz expressou que a decisão foi tomada com “o coração pesado”.
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Ele lamentou que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, esteja impedindo-os de alcançar a verdadeira vitória, que é a justificativa para a dolorosa crise em curso. Segundo o site BBC News, alguns consideram Gantz um potencial desafiante ao poder em Israel, e ele apelou a Netanyahu para marcar uma data para as eleições.
O líder da oposição, Yair Lapid, apoiou a decisão de Gantz como “importante e correta” nas redes sociais. Logo após o anúncio, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de extrema direita, exigiu um lugar no gabinete de guerra.
Ben-Gvir faz parte de uma coligação de direita que ameaçou renunciar e derrubar o governo se Israel aceitar uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos EUA, Joe Biden.
Em maio, Gantz estabeleceu o prazo de 8 de junho para Netanyahu expor como Israel alcançaria seus seis “objetivos estratégicos”, incluindo o fim do domínio do Hamas em Gaza e o estabelecimento de uma administração civil multinacional para o território.
O primeiro-ministro rejeitou os comentários na época como “palavras inúteis” que significariam “derrota para Israel”. Gantz, um general do exército reformado e crítico frequente de Netanyahu, foi membro do principal “gabinete de guerra” de Israel, juntamente com o primeiro-ministro e ministro da Defesa, Yoav Gallant. Israel formou um gabinete de guerra de três pessoas após os ataques de 7 de outubro.