LEVANTAMENTO

Estado de São Paulo tem menor índice de roubos de carga para fevereiro desde 2004

da Redação
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Arquivo/Agência Brasil
Análises criminais das quadrilhas especializadas têm sido fundamentais para entender não só a motivação, mas também para onde vai a carga e o caminhão roubado
Análises criminais das quadrilhas especializadas têm sido fundamentais para entender não só a motivação, mas também para onde vai a carga e o caminhão roubado

O Estado de São Paulo registrou o menor índice de roubos de carga para o mês de fevereiro em 20 anos. No mês passado, foram 399 ocorrências, conforme o balanço da Secretaria da Segurança Pública. No período, a maior alta aconteceu em 2017, com 865 delitos. Desde então, a queda de roubos de carga vem sendo progressiva. Os dados são do Governo de São Paulo.

O número de ocorrências em fevereiro deste ano também é 14% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 464 queixas. O trabalho feito pela Polícia Civil, por meio do Programa de Prevenção de Furtos e Roubos (Procarga), tem contribuído para a queda dos índices, além de fortalecer a ação preventiva, desmantelando quadrilhas especializadas nessa modalidade criminosa.

“Com o trabalho de inteligência conseguimos dar subsídios aos órgãos de execução, que colocam viaturas em locais estratégicos, em horários e pontos vulneráveis, além de descobrir o centro de operações dessas quadrilhas”, afirmou o delegado Oswaldo Diez Júnior, responsável pelo Procarga.

Ainda de acordo com o delegado que coordena o programa, serão estabelecidas novas parcerias com órgãos policiais para intensificar a fiscalização e identificar os envolvidos nesses crimes. Parte dos roubos de carga ocorridos no Estado está concentrada na Baixada Santista e, para o delegado, “é um dado preocupante”, por isso estão sendo desenvolvidas ações específicas na região.

“Sabemos que, infelizmente, o crime organizado se instalou na região. Por esse motivo que essas operações têm sido tão importantes. Estamos em contato com as delegacias de lá, fazendo análises de inteligência e planejando ações”, completou o delegado.

Como agem as quadrilhas de roubo de carga
Ainda conforme o delegado, as análises criminais das quadrilhas especializadas têm sido fundamentais para entender não só a motivação, mas também para onde vai a carga e o caminhão roubado.

“Se analisarmos, aumentou muito o número de transportes de carga circulando pelo estado desde a pandemia, porque agora a maioria das compras são feitas por meio do comércio eletrônico, mas temos conseguido manter taxas de criminalidade menores do que em anos anteriores, justamente devido ao trabalho de análise, investigação e ações da polícia”, ressaltou Diez.

Ações criminosas em cinco fatores

  1. Roubo de caminhão: quadrilhas que almejam apenas o veículo, devido ao alto valor. As peças são levadas para o desmanche e vendidas rapidamente. Em boa parte dos casos, a carga é abandonada em vias públicas
  2. Roubo de carga: são casos em que os criminosos têm interesse no valor da carga transportada, mas não visam o caminhão, deixando-o para trás
  3. Roubo de caminhão e carga: com posse tanto do veículo, quanto dos bens em seu interior, os grupos criminosos aproveitam-se de ambos, com a venda das peças e da própria carga
  4. Roubo de cargas menores: quadrilhas que visam cargas pequenas, como as que são compradas em comércio eletrônico. Nesses casos, os roubos ocorrem fora das rodovias, em bairros comerciais ou residenciais
  5. Roubo por meio de fraude: quando os próprios entregadores fingem ser roubados, notificam o crime, mas, na verdade, entregam a carga a grupos criminosos.

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