OPERAÇÃO

Operação prende 25 e submete 985 usuários a biometria na cracolândia

Por Francisco Lima Neto | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Rovena Rosa/Age?ncia Brasil
A operação tinha o objetivo de localizar criminosos foragidos e combater o tráfico de drogas, de acordo com a SSP.
A operação tinha o objetivo de localizar criminosos foragidos e combater o tráfico de drogas, de acordo com a SSP.

Uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e GCM (Guarda Civil Metropolitana) resultou na prisão de 25 pessoas na cracolândia, região central de São Paulo, na noite de quinta-feira (1º). Além disso, 985 frequentadores do fluxo, como é chamada a aglomeração de pessoas para uso de entorpecentes a céu aberto, foram identificados.

A operação tinha o objetivo de localizar criminosos foragidos e combater o tráfico de drogas, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Durante a ação, 24 pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas, associação criminosa e receptação. Entre eles, três já haviam sido presos em agosto do ano passado, em outra fase da operação, segundo a pasta.

Além dos flagrantes, a polícia prendeu uma mulher que era procurada da Justiça por tráfico de entorpecentes.

As 985 pessoas identificadas no fluxo serão submetidas ao processo de identificação biométrica.

De acordo com a SSP, em oito fases da operação realizada em 2023, mais de cem criminosos foram presos em flagrante.

Governo anunciou bonificação a policiais
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai oferecer a partir deste mês um curso para policiais que trabalham na região central de São Paulo com o objetivo de melhorar as abordagens na região da cracolândia. Os policiais que fizerem a especialização terão uma bonificação de R$ 1.200 por mês, durante um ano.

O curso servirá, por exemplo, para que os agentes consigam identificar usuários de drogas e pessoas em situação de rua e possam direcioná-los a serviços públicos de saúde e assistência social. A especialização será ofertada a policiais militares, civis e técnico-científicos que estiverem lotados em unidades no centro.

As aulas do curso, que já foram gravadas, incluem orientações de médicos e assistentes sociais para o atendimento da população. Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, há a expectativa de que o médico Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e outras Drogas, dê ao menos uma aula para explicar os efeitos da droga no corpo, por exemplo.

"Quando o policial vai prender um criminoso naquelas cenas abertas de uso, ele vai se deparar com pessoas que são dependentes químicos, que são moradores de rua. E aí [no curso] ele recebe a informação: qual é o melhor tratamento para direcionar para outro setor fazer o trabalho, como assistência social e eventualmente saúde", disse Derrite nesta quinta-feira (1º).

"São coisas que, às vezes, o policial teve uma instrução há 15, 20 anos. Então a gente vai, de maneira geral, especializar cada vez mais o policial que atua numa região extremamente complexa", completou

Todos os policiais que se cadastrarem no curso devem ser obrigados a cumprir toda a carga horária, segundo o secretário. O programa será financiado com recursos do Fundo de Incentivo à Segurança Pública, que é administrado pela Secretaria da Segurança Pública.

Comentários

2 Comentários

  • Aparecida Castelão de Almeida 02/02/2024
    So gostaria mesmo de saber como fica os saques em lojas ,pelo que vi uma foi totalmente saqueada ,dono fechara ,sera que não esta na hora de banir isso de vez,pois isso vai continuar.
  • Hugos 02/02/2024
    Só acho engraçado que os professores tem que lidar com alunos “normais”, autistas, com TDAH, DPAC, Etc e não ganham nada pra isso, pelo menos os Temporários não ganham! O Brasil precisa parar de colecionar bandidos! Tá chato isso! Desmerece o trabalhador honesto.