Em entrevista ao Jornal de Piracicaba (JP), o participante Rafael Romero contou bastidores de sua participação no Domingão com Huck, exibido no último domingo (12), no quadro Quem Quer Ser um Milionário. O engenheiro naval e financeiro, de 35 anos, natural de Piracicaba (SP), chegou até a penúltima pergunta e garantiu o prêmio de R$ 300 mil.
Ele esteve no palco acompanhado da esposa, Flávia Napolitano, e representou o interior paulista em rede nacional. A participação repercutiu entre moradores da cidade, que acompanharam a exibição e comentaram o desempenho no programa da TV Globo.
Segundo Rafael Romero, a ida ao programa aconteceu de forma inesperada. A inscrição teria sido realizada pela esposa, Flávia Napolitano, sem que ele soubesse, motivada pelo hábito do casal de assistir a programas de perguntas e respostas e pela familiaridade dele com esse tipo de desafio.
Após o cadastro, ele passou por uma etapa de seleção com um questionário de aproximadamente 15 perguntas de conhecimentos gerais, envolvendo temas como história, cultura, entretenimento e atualidades. Somente depois dessa fase houve o convite para participação nas gravações.
Rafael afirmou que uma das estratégias decisivas foi agir com rapidez na primeira ida ao palco, o que aumentou as chances de ser escolhido para seguir no jogo dentro da dinâmica das gravações. Segundo ele, a agilidade nas respostas e a segurança no momento da triagem ajudaram a avançar nas etapas do programa.
Ele também destacou que o formato exige preparo imediato, já que tudo acontece no mesmo dia, sem tempo para longas pausas ou revisão entre as fases.
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O participante relatou que a experiência no Domingão é marcada por um ritmo acelerado. As gravações acontecem no mesmo dia, sem pausas longas entre as etapas, o que exige concentração constante e rapidez nas decisões.
Ele explicou ainda que nem todos os competidores que participam das gravações necessariamente chegam ao momento de jogar no palco, já que o próprio andamento do programa define quem será chamado ao púlpito.
Na disputa, Rafael Romero contou com a ajuda de três amigos escolhidos por ele, todos considerados com bom repertório de conhecimentos gerais. Segundo ele, o formato não mede apenas inteligência, mas principalmente bagagem cultural acumulada ao longo do tempo.
Durante a preparação e análise do jogo, ele afirmou: “O jogo não mede inteligência, ele mede cultura. São coisas diferentes, embora estejam correlacionadas.”
O participante destacou que o hábito de assistir ao programa ajudou na preparação, já que alguns temas aparecem com frequência, como Copa do Mundo, literatura e artes.
Ainda assim, afirmou que também precisou revisar conteúdos menos familiares, especialmente ligados a escolas artísticas e movimentos de pintura, áreas que exigiram estudo direcionado antes da participação.
Rafael também relatou que o dia da exibição de sua participação na TV foi marcado por uma perda pessoal: o falecimento de seu cachorro. Segundo ele, o animal fazia parte da rotina da família e a coincidência das datas teve forte impacto emocional.
A presença de Rafael Romero no quadro repercutiu em Piracicaba e gerou comentários entre moradores, que destacaram o orgulho de ver um representante da cidade em uma atração de alcance nacional. E ele disse que sempre leu o Jornal de Piracicaba e essa leitura ajudou no seu conhecimento.
Ele afirmou que pretende usar o prêmio para comprar uma casa na cidade e voltar a viver no município onde cresceu.