O fluxo de movimento em Jundiaí está voltando a crescer gradativamente depois de cinco meses de pandemia e um isolamento social que fez com que boa parte das pessoas permanecesse em casa durante alguns meses. Com variações, o estado de São Paulo chegou a registrar 59% de isolamento em algumas ocasiões em abril e maio, segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo (Simi). Em Jundiaí, segundo o Simi, o isolamento chegou a 58%, maior índice, em abril. De lá para cá, os números vêm diminuindo com oscilações, já que aos domingos o isolamento costuma ser mais alto. No entanto, desde junho, não ultrapassa os 50%.
No Terminal Rodoviário de Jundiaí, por exemplo, o número de embarques despencou drasticamente no final de março, quando houve a proibição de viagens interestaduais e o decreto de quarentena na cidade. Segundo o encarregado de operação do terminal rodoviário de Jundiaí, Márcio Domiquile, a queda de embarques chegou a 98%. “Tínhamos cerca de 2 mil embarques por dia e caiu para 40 em 20 de março, no primeiro dia da quarentena. Durante 60 dias as viagens interestaduais foram canceladas. No estacionamento, tínhamos 30 mensalistas, que iam todos os dias para outra cidade trabalhar, caiu para um, uma moça que continuou trabalhando presencialmente, os demais estão em home office”, relata.
Domiquile explica que a maior parte das viagens da rodoviária de Jundiaí é para trechos curtos e, por isso, a suspensão de aulas e trabalho presencial ajudaram na queda. “Tinha viagem interestadual, mas o embarque geralmente era no Tietê. A maioria dos embarques em Jundiaí é de quem estuda ou trabalha em São Paulo ou Campinas.”
O encarregado também diz que há expectativas para que haja a retomada do fluxo no local. “Estamos com 15% dos embarques agora. A gente tem uma estimativa de que as viagens de final de ano, do fim de novembro até janeiro, façam aumentar e a gente chegue ao patamar de costume”, explica ao reforçar que na unidade foram disponibilizados dispensers de álcool em gel e todas as pessoas que adentram o local usam máscara, além de haver lixeiras específicas para o descarte de máscaras e luvas.
Indo para Santa Catarina, o carreteiro Gelson Eugenio Moreira, de 54 anos, precisa viajar a trabalho constantemente e por todo o Brasil, por isso, não teme que haja contaminação nas viagens. “Sempre faço o trecho de Jundiaí a Santa Catarina. Trabalho em uma empresa de Santa Catarina, mas tem filial em Jundiaí. Moro em Volta Redonda, Rio de Janeiro, mas estou sempre viajando. Eu não tenho medo, viajo o Brasil todo, é só a gente se cuidar, usar álcool em gel e máscara.”
Yane Tainara da Silva Pedroza mora em Uberlândia, mas vem para Jundiaí com certa frequência para visitas. “É a segunda vez desde o começo da pandemia que viajo para cá. Estou aqui visitando, mas estava viajando bastante, não só de lá para cá. Uso máscara, álcool em gel e evito descer do ônibus nas paradas. Nos ônibus não tem janela aberta, só ar-condicionado, mas para mim não faz diferença”, diz ela sobre a circulação de ar no ambiente fechado.
TRANSPORTE
Outra rota de entrada e saída de Jundiaí é a linha férrea administrada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo a administração, nos primeiros meses da pandemia a demanda chegou ao patamar de 20% do normal e hoje está em torno de 40% na média das três empresas que administram o transporte público paulistano, ou seja, Metrô, CPTM e EMTU, que, antes da pandemia, transportavam cerca de 10 milhões de passageiros por dia.
A Secretaria dos Transporte Metropolitanos (STM) também informa que está com "Operação Monitorada" desde o início da quarentena. A operação é avaliada ininterruptamente, sobretudo em horários de pico e, quando constatada a necessidade de mais trens nas linhas da CPTM e do Metrô, eles são imediatamente injetados para buscar evitar aglomerações. A oferta chega a 100% da frota em algumas linhas nos horários de pico, mesmo com a queda expressiva no número de passageiros.
Nas rodovias que cortam a Região, o movimento tem crescido aos poucos. Segundo a CCR Autoban, concessionária que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, o fluxo nas rotas vem crescendo, mas ainda é baixo, se comparado ao mesmo período do ano passado. O último levantamento que leva em consideração a semana entre 7 e 13 de agosto em comparação com o mesmo período de 2019 aponta que houve uma queda de 24,47% na quantidade de veículos de passeio transitando pela rodovia.
Veículos comerciais, no entanto, tiveram aumento de 9,3% na mesma comparação. No entanto, comparando-se com a primeira semana de maio, o fluxo geral na rodovia aumentou cerca de 19%. Ou seja, o movimento está baixo ainda, mas vem em crescente.
Procuradas, as concessionárias Rota da Bandeiras, trecho Jundiaí a Itatiba, e a AB Colinas, Jundiaí a Itu, não responderam até o fechamento desta edição.
O fluxo de movimento em Jundiaí está voltando a crescer gradativamente depois de cinco meses de pandemia e um isolamento social que fez com que boa parte das pessoas permanecesse em casa durante alguns meses. Com variações, o estado de São Paulo chegou a registrar 59% de isolamento em algumas ocasiões em abril e maio, segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo (Simi). Em Jundiaí, segundo o Simi, o isolamento chegou a 58%, maior índice, em abril. De lá para cá, os números vêm diminuindo com oscilações, já que aos domingos o isolamento costuma ser mais alto. No entanto, desde junho, não ultrapassa os 50%.No Terminal Rodoviário de Jundiaí, por exemplo, o número de embarques despencou drasticamente no final de março, quando houve a proibição de viagens interestaduais e o decreto de quarentena na cidade. Segundo o encarregado de operação do terminal rodoviário de Jundiaí, Márcio Domiquile, a queda de embarques chegou a 98%. “Tínhamos cerca de 2 mil embarques por dia e caiu para 40 em 20 de março, no primeiro dia da quarentena. Durante 60 dias as viagens interestaduais foram canceladas. No estacionamento, tínhamos 30 mensalistas, que iam todos os dias para outra cidade trabalhar, caiu para um, uma moça que continuou trabalhando presencialmente, os demais estão em home office”, relata.Domiquile explica que a maior parte das viagens da rodoviária de Jundiaí é para trechos curtos e, por isso, a suspensão de aulas e trabalho presencial ajudaram na queda. “Tinha viagem interestadual, mas o embarque geralmente era no Tietê. A maioria dos embarques em Jundiaí é de quem estuda ou trabalha em São Paulo ou Campinas.” O encarregado também diz que há expectativas para que haja a retomada do fluxo no local.
“Estamos com 15% dos embarques agora. A gente tem uma estimativa de que as viagens de final de ano, do fim de novembro até janeiro, façam aumentar e a gente chegue ao patamar de costume”, explica ao reforçar que na unidade foram disponibilizados dispensers de álcool em gel e todas as pessoas que adentram o local usam máscara, além de haver lixeiras específicas para o descarte de máscaras e luvas.Indo para Santa Catarina, o carreteiro Gelson Eugenio Moreira, de 54 anos, precisa viajar a trabalho constantemente e por todo o Brasil, por isso, não teme que haja contaminação nas viagens. “Sempre faço o trecho de Jundiaí a Santa Catarina. Trabalho em uma empresa de Santa Catarina, mas tem filial em Jundiaí. Moro em Volta Redonda, Rio de Janeiro, mas estou sempre viajando. Eu não tenho medo, viajo o Brasil todo, é só a gente se cuidar, usar álcool em gel e máscara.”Yane Tainara da Silva Pedroza mora em Uberlândia, mas vem para Jundiaí com certa frequência para visitas. “É a segunda vez desde o começo da pandemia que viajo para cá. Estou aqui visitando, mas estava viajando bastante, não só de lá para cá. Uso máscara, álcool em gel e evito descer do ônibus nas paradas. Nos ônibus não tem janela aberta, só ar-condicionado, mas para mim não faz diferença”, diz ela sobre a circulação de ar no ambiente fechado
TRANSPORTE
Outra rota de entrada e saída de Jundiaí é a linha férrea administrada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo a administração, nos primeiros meses da pandemia a demanda chegou ao patamar de 20% do normal e hoje está em torno de 40% na média das três empresas que administram o transporte público paulistano, ou seja, Metrô, CPTM e EMTU, que, antes da pandemia, transportavam cerca de 10 milhões de passageiros por dia.A Secretaria dos Transporte Metropolitanos (STM) também informa que está com "Operação Monitorada" desde o início da quarentena. A operação é avaliada ininterruptamente, sobretudo em horários de pico e, quando constatada a necessidade de mais trens nas linhas da CPTM e do Metrô, eles são imediatamente injetados para buscar evitar aglomerações. A oferta chega a 100% da frota em algumas linhas nos horários de pico, mesmo com a queda expressiva no número de passageiros.Nas rodovias que cortam a Região, o movimento tem crescido aos poucos.
Segundo a CCR Autoban, concessionária que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, o fluxo nas rotas vem crescendo, mas ainda é baixo, se comparado ao mesmo período do ano passado. O último levantamento que leva em consideração a semana entre 7 e 13 de agosto em comparação com o mesmo período de 2019 aponta que houve uma queda de 24,47% na quantidade de veículos de passeio transitando pela rodovia.Veículos comerciais, no entanto, tiveram aumento de 9,3% na mesma comparação. No entanto, comparando-se com a primeira semana de maio, o fluxo geral na rodovia aumentou cerca de 19%. Ou seja, o movimento está baixo ainda, mas vem em crescente.
Segundo a AB Colinas, que administra a rodovia Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, nos meses de janeiro e fevereiro de 2020, o fluxo de veículos foi praticamente o mesmo do registrado nos dois meses de 2019. Mas, por conta da quarentena, a partir de março, a concessionária passou a registrar queda no volume de tráfego que teve o seu maior índice no mês de abril, quando, na comparação com o ano passado, apresentou redução de 33,7%. Influenciado pela pandemia, o comparativo entre o período janeiro a julho de 2019 para 2020 apresenta queda de 14,7% no volume de tráfego no trecho de Jundiaí da rodovia. Procurada, a concessionária Rota da Bandeiras, trecho Jundiaí a Itatiba, não respondeu até o fechamento desta edição.