OPERAÇÃO DUX

PF mira esquema de R$ 460 milhões com eletrônicos em SP

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Operação Dux cumpre 36 mandados e bloqueia bens de investigados por contrabando e lavagem de dinheiro
Operação Dux cumpre 36 mandados e bloqueia bens de investigados por contrabando e lavagem de dinheiro

Uma estrutura suspeita de movimentar mais de R$ 460 milhões por meio de um esquema clandestino de importação e comercialização de produtos eletrônicos passou a ser alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (20). A corporação deflagrou a Operação Dux, com o objetivo de desarticular a organização investigada por crimes como contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, cerca de 130 policiais federais foram mobilizados para cumprir 36 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto.

As ordens judiciais são cumpridas em São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados, a aplicação de medidas cautelares e a indisponibilidade de recursos relacionados ao grupo. Também foram determinados bloqueios de perfis em redes sociais que, segundo as investigações, eram utilizados para anunciar e comercializar aparelhos eletrônicos.

Rede movimentava valores milionários

As investigações da Polícia Federal apontaram a existência de uma rede estruturada para a entrada clandestina de produtos eletrônicos no país, com destaque para telefones celulares.

De acordo com a apuração, o grupo teria utilizado empresas de fachada e pessoas físicas sem capacidade econômica compatível com os valores movimentados para dificultar a identificação da origem dos recursos e conferir aparência de legalidade às operações financeiras.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais federais localizaram e apreenderam veículos e diversos aparelhos eletrônicos, que agora deverão ser analisados no decorrer da investigação.

Os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação individual de cada investigado, pelos crimes de contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nome da operação

A operação foi batizada de Dux, palavra de origem latina que significa “líder” ou “guia”. Segundo a Polícia Federal, a denominação faz referência à suspeita de existência de uma estrutura de comando responsável pela organização investigada.

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