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Jundiaí tem três casos de 'justiça pelas próprias mãos' em um mês

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
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Momento em que populares se uniram e impediram o roubo
Momento em que populares se uniram e impediram o roubo

Jundiaí registrou, nesta quarta-feira (30), o terceiro caso, em apenas um mês, de populares que fizeram justiça com as próprias mãos e agrediram suspeitos de furto ou roubo. Embora esse tipo de reação possa encontrar apoio entre pessoas que estão cansadas da criminalidade, a prática de fazer justiça com as próprias mãos envolve riscos e não é recomendada pelas forças de segurança.

O primeiro episódio ocorreu na região central, no início do mês, quando um homem furtou um celular de dentro de um carro. Populares agiram e espancaram o ladrão. No caso mais recente, ocorrido nesta quarta-feira (30), um homem suspeito de tentar roubar uma moto na Vila Rami foi agredido por populares, que impediram o crime. Um dia antes, na Vila Rio Branco, um homem tentou furtar um celular de dentro de um carro e também foi impedido por populares que o espancaram.

De acordo com o Código de Processo Penal, em seu artigo 301, qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. O comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar de Jundiaí, tenente-coronel Martinelli, explica: "pela legislação brasileira, qualquer pessoa pode efetuar a prisão em flagrante. Entretanto, há de se ressaltar que é uma possibilidade apenas, e isso pode envolver algum risco. Portanto, a pessoa que optar por fazer a prisão deverá avaliar os riscos. Além disso, deve haver a preocupação de não extrapolar no uso da força, caso ela seja necessária. As agressões feitas estão passíveis de responsabilização. E se resultar em morte a pena será agravada", afirma.

O comandante da Guarda Municipal de Jundiaí, Cássio Nicola também recomenda cautela diante de situações desse tipo e orienta a população. "Existe um risco muito grande em confrontar um criminoso, principalmente com o crime em andamento. Ele pode estar armado, ou ser violento e agressivo. A orientação é sempre acionar as forças policiais, Guarda Municipal (153) e Polícia Militar (190)"

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