O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes e, pelos números atuais, poderia garantir a reeleição ainda no primeiro turno. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra Tarcísio com 49% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) soma 29%.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, o atual governador alcança 56%, percentual suficiente para vencer a disputa no primeiro turno. Haddad registra 32%.
O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos. Nesse cenário, Tarcísio aparece com 56% das intenções de voto, contra 35% do ex-ministro da Fazenda.
A pesquisa ouviu 1.610 eleitores em municípios paulistas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-04189/2026 e BR-03904/2026.
Entre os demais candidatos, Carlos Machado (PCB) e Policial Edjane (Agir) aparecem com 3% das intenções de voto cada. Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) registram 2%, enquanto Izadora Dias (PCO) tem 1%. Eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 8%, enquanto 3% ainda não sabem em quem votar.
Na comparação com o levantamento anterior do Datafolha, divulgado em 21 de agosto, Tarcísio ampliou a vantagem. Na ocasião, o governador registrava 45% das intenções de voto, enquanto Haddad aparecia com 27%.
A disputa pelo governo paulista também tem peso na corrida presidencial. Haddad busca consolidar em São Paulo um palanque competitivo para o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, no maior colégio eleitoral do país. Tarcísio, por sua vez, apoia Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto, embora os dois tenham dividido poucas agendas públicas desde o início da campanha. O Republicanos, partido do governador, decidiu manter posição de neutralidade na eleição presidencial.