A Polícia Civil de Campinas, por meio do NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro), em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), deflagrou a Operação Retirada. Todas as buscas acontecem nesta quinta-feira (10).
- Clique aqui para fazer parte da comunidade da Sampi Campinas no WhatsApp e receber notícias em primeira mão.
De acordo com as autoridades, 31 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente em municípios de cinco estados:
- São Paulo: Campinas, Nova Odessa, São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul
- Paraná: Curitiba, Sarandi e Umuarama
- Santa Catarina: São João Batista
- Rio de Janeiro: Rio de Janeiro e Niterói
- Goiás: Goiânia
As diligências abrangem endereços residenciais e empresariais vinculados aos investigados e às empresas objeto da investigação.
A ação tem como objetivo cumprir mandados judiciais e aprofundar investigações sobre crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e possíveis vínculos com o tráfico de drogas. As medidas cautelares são resultado de uma investigação conjunta voltada à identificação e desarticulação de uma estrutura sofisticada de movimentação e ocultação de recursos financeiros supostamente oriundos de atividades ilícitas.
Origem
O caso começou após a prisão em flagrante de indivíduos envolvidos com o tráfico de drogas em Campinas. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes, aproximadamente R$ 200 mil e documentos com registros de movimentações financeiras.
A partir da análise do material apreendido e de informações produzidas por órgãos de inteligência financeira, os investigadores identificaram um complexo esquema de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita.
Segundo as apurações, os investigados utilizavam empresas formalmente constituídas, pessoas interpostas — laranjas — e sucessivas movimentações financeiras em diferentes regiões do país para dar aparência de licitude a recursos que, em tese, viriam principalmente do tráfico de drogas.
As análises financeiras feitas até o momento apontam movimentação global aproximada de R$ 200 milhões no âmbito do esquema investigado.