PROTEÇÃO

SP amplia uso de tecnologia para combater incêndios florestais

Por Redação | Agência de Notícias de São Paulo
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Beverly Joubert, Nat Geo Image Collection
Ao todo, R$ 19,3 milhões foram destinados à infraestrutura, equipamentos e ações de proteção ambiental
Ao todo, R$ 19,3 milhões foram destinados à infraestrutura, equipamentos e ações de proteção ambiental

O Governo de São Paulo reforçou o monitoramento de áreas protegidas durante o período de estiagem com o uso de satélites, drones, inteligência artificial e tecnologia de mapeamento a laser. As ferramentas fazem parte do programa Geointeligência Integrada para Proteção Ambiental, coordenado pela Fundação Florestal, e integram a Operação SP Sem Fogo. Ao todo, R$ 19,3 milhões foram destinados à infraestrutura, equipamentos e ações de proteção ambiental.

O sistema permite acompanhar alterações na vegetação e identificar focos de calor em diferentes condições. Drones equipados com sensores termais podem localizar pontos de temperatura mesmo durante a noite ou em áreas encobertas por fumaça. Já os satélites emitem alertas sobre possíveis desmatamentos, abertura de estradas clandestinas e construções irregulares. Até agora, foram registrados 21.501 alertas no Estado, sendo 1.850 em Unidades de Conservação estaduais.

A tecnologia também é utilizada para antecipar a evolução dos incêndios. Uma plataforma de inteligência artificial cruza informações como temperatura, umidade, direção dos ventos, declividade e quantidade de vegetação seca para projetar possíveis trajetórias das chamas. O sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), por sua vez, produz mapas tridimensionais do terreno e da vegetação, auxiliando na identificação de áreas de maior risco e na definição de rotas para as equipes.

A modernização tecnológica permite migrar para um modelo preventivo e contínuo, fundamental para os meses de estiagem em São Paulo. As ferramentas trazem maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e dão agilidade e segurança às equipes que atuam na preservação das áreas protegidas”, afirma Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal. Os dados obtidos são centralizados pela Diretoria de Proteção Ambiental e utilizados em ações conjuntas com a Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

Além do monitoramento, a Operação SP Sem Fogo prevê reforço da estrutura de campo. Foram adquiridas 25 caminhonetes 4x4, nove caminhões-pipa, 131 mochilas para combate direto, 42 sopradores e equipamentos para manutenção de aceiros e vias internas. A operação também conta com 243 brigadistas temporários durante a estiagem, distribuídos em polos regionais para atuar na prevenção e no combate aos incêndios.

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