Caro leitor, mais uma vez a esperança tomou conta do coração brasileiro. A expectativa para a conquista do Hexa estava em alta, embora com uma insegurança incomum. Quem acompanhou o Futebol Arte de Romário, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Kaká, Cafú, Ronaldinho Gaúcho e outros, sabe que a seleção atual não teria a capacidade técnica e emocional de mostrar ao mundo o Futebol Arte 2026 e trazer a Taça do Hexa.
Mas, o brasileiro é um povo que não desiste nunca e mantém uma fé inabalável,pois, mesmo há poucos segundos de terminar a partida, perdendo de 2 x 0, o brasileiro ainda teve a esperança de , por um milagre ou mágica, o Brasil conseguir emplacar um empate de 2 x 2 ou até mesmo uma virada de 3 x 2 e seguir no torneio.
É, caro leitor, embora esta colunista que lhe escreve não tenha interesse algum em futebol e que não tinha esperança alguma no Hexa, fiquei um pouquinho frustrada, não por mim, mas por toda a torcida brasileira que estava explodindo de esperança nesta seleção atual, embora as chances de vitória nesta copa fossem bem poucas.
Bem, sábias são as palavras do incrível Steve Jobs quando disse que “a única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz". Essa é a diferença da seleção do passado para a seleção atual: o nível de amor. De um lado tínhamos uma seleção que se divertia e que fazia festa no ônibus, no vestiário e que apresentava um show no grande palco - o campo. Entrosamento, malandragem, risadas e foco, muito foco, além da vontade avassaladora de vencer.
Do outro lado, um time com jogadores que jogam no Brasil. Jogadores que exalam riqueza e ostentação, onde a aparência e o status está acima de qualquer coisa. O futebol? Sinônimo de fama, dinheiro e status. A ascensão social é prioridade para eles e para as suas "esposas troféu " que ostentam uma vida mega luxuosa e que carregam consigo bolsas cujo os valores poderiam comprar uma bela casa.
E o "menino" Ney? Um jogador cujo a Síndrome de Peter Pan não lhe deixa crescer. Um eterno adolescente que não foi educado para ser independente. Não foi educado para entender que o respeito e a empatia pelo próximo é fundamental em todos os campos da vida. Não foi educado para entender que, nem tudo, é dinheiro.
O resultado: um "homem" que tem o mundo aos seus pés, mas não usa este poder para transformar o mundo em um lugar melhor. Um "homem" que, dinheiro está acima de tudo e de todos. Um eterno adolescente que conseguiu o inacreditável: ir para uma Copa do Mundo, o maior evento futebolístico do planeta, lesionado e como presença VIP, assistindo aos jogos do banco que poderia ter sido ocupado por algum outro jogador em perfeitas condições de jogo, e ainda, entrou em campo nos minutos finais de uma partida perdida para provocar o goleiro que, acredito ter sido orientado a deixar o "mocinho" fazer o gol de "pênalti " para, Graças a Deus, finalizar a carreira no futebol com um pouquinho de dignidade que ainda lhe restava, ou seja, 10% quando entrou no campo e 1% quando resolveu causar sem motivo algum.
Mas, "o menininho quer, o menininho consegue" porque tudo tem um preço. E o que é o futebol ou a Seleção Brasileira "na fila do pão " para ele? Bem, na lista de prioridades, o futebol não está incluso, pelo o que acompanhamos e pelos resultados em campo.
Bem, caro leitor, o que nos resta é esperar mais 4 anos, porém, ainda sem grandes expectativas. Quem sabe as crianças de hoje podem ser a nossa esperança do hexa de amanhã, mas uma coisa eu tenho que afirmar: o futebol arte da Seleção Brasileira do passado, quem viu, viu. Quem não viu, não verá novamente ". Pense nisso.
Micéia Izidoro é psicopedagoga Clínica e Institucional, Neuropsicopedagoga Clínica e pós-graduada em ABA