EM JUNDIAÍ

Justiça decreta preventiva de irmãos presos na Operação Torneira

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 3 min
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Durante a operação foram apreendidas sacolas de dinheiro
Durante a operação foram apreendidas sacolas de dinheiro

Os dois irmãos presos na Vila Ana, em Jundiaí, durante a Operação Torneira, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na terça-feira (16), tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (16). Com a decisão judicial, os suspeitos permanecerão recolhidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) enquanto prosseguem as investigações.

A dupla havia sido presa durante a operação durante investigação iniciada em Jundiaí, que apura um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 230 milhões provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.

De acordo com as investigações, os recursos eram ocultados por meio de empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Entre os segmentos utilizados pelo esquema estariam empresas dos setores de tecnologia, construção civil e outras áreas comerciais.

A Operação Torneira foi realizada em diversas cidades do Estado de São Paulo e contou com a participação de equipes do Gaeco, da Polícia Militar e da Polícia Civil.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras atribuídas à organização criminosa.

RELEMBRE A OPERAÇÃO

As investigações tiveram início há alguns meses na região conhecida como "Torneira", no Jardim São Camilo, em Jundiaí, área dominada pelo tráfico.

Segundo o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar de Jundiaí, tenente-coronel Augusto José Martinelli, o trabalho investigativo revelou conexões entre grupos criminosos que atuam em Jundiaí e região com traficantes de cidades distantes, como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. “A ligação entre esses grupos estava no uso das mesmas empresas de fachada para a lavagem de dinheiro proveniente do crime organizado”, explicou o comandante durante entrevista coletiva realizada na sede do 11º BPM/I.

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Birigui, Penápolis e Araçatuba. Quatro pessoas foram detidas durante a operação. Três delas acabaram presas em flagrante: duas por tráfico de drogas, em Jundiaí, e uma por posse ilegal de arma de fogo, em Valinhos.

De acordo com informações apuradas pelo Jornal de Jundiaí, as empresas utilizadas para movimentar os recursos investigados são companhias de fachada ou registradas em nome de 'laranjas', atuando em segmentos diversos, como tecnologia e construção civil. Em alguns casos, várias empresas possuíam o mesmo endereço cadastrado, incluindo imóveis residenciais.

INVESTIGAÇÕES
Segundo as investigações, os criminosos se reuniam com frequência na região da Torneira, localizada no coração do Jardim São Camilo. O local também é apontado como palco de reuniões conhecidas como "tribunal do crime". A área concentra diversos pontos de venda de drogas, separados por menos de 100 metros de distância. O nome da operação faz referência tanto ao local onde as investigações tiveram início quanto à associação simbólica com o esquema de lavagem de dinheiro apurado pelas autoridades.

Participaram da operação equipes da Força Tática do 2º BPM/I, 11º BPM/I e 49º BPM/I, além da Rota, do 1º, 9º, 10º e 11º BAEPs, com apoio do Deinter-10.

As investigações continuam. Todo o material apreendido durante a operação, incluindo celulares, documentos, anotações e registros financeiros, será analisado para aprofundar a identificação dos envolvidos e esclarecer a extensão do esquema criminoso.

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