A menos de um ano da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira segue cercada de expectativas. Apesar do respeito que o Brasil ainda desperta no cenário internacional, especialistas ouvidos pelo Jornal de Jundiaí avaliam que a equipe chega ao ciclo fi nal de preparação com pontos positivos, mas também desafi os importantes para superar.
Ex-goleiro do São Paulo e jundiaiense, Marcos Bonequini acredita que uma das principais virtudes do grupo atual está no equilíbrio entre gerações. Para ele, a convivência entre atletas experientes e jovens talentos pode ser um diferencial em uma competição tão exigente quanto a Copa do Mundo.
Segundo Bonequini, jogadores que já viveram a pressão de um Mundial ajudam a dar estabilidade ao elenco, enquanto nomes mais jovens trazem energia e capacidade de renovação. Na avaliação dele, essa combinação fortalece o grupo para os momentos decisivos.
Por outro lado, o ex-goleiro entende que a Seleção chega ao torneio sem o mesmo nível de entrosamento apresentado por algumas rivais. Ele atribui essa situação às mudanças de comando técnico ocorridas ao longo do ciclo das Eliminatórias.
“Faltou termos um padrão de jogo e entrosamento melhores. Foram três mudanças de técnicos no ciclo das eliminatórias em menos de quatro anos”, afi rmou Bonequini, destacando que as constantes alterações também provocaram mudanças frequentes na lista de convocados.
Sobre o trabalho do técnico Carlo Ancelotti, o ex-goleiro considera que o treinador italiano possui qualidade sufi ciente para montar uma equipe competitiva. No entanto, ressalta que o pouco tempo de trabalho antes da Copa pode difi cultar a implementação completa de suas ideias.
Bonequini acredita que a Seleção deve apresentar uma postura mais sólida defensivamente, com marcação intensa e transições rápidas para aproveitar a velocidade dos atacantes. Para ele, jogadores como Raphinha, Vinícius Júnior e Endrick estão entre os principais destaques do elenco.
Quem também analisou o momento da equipe foi Rafael Porcari, árbitro de futebol e comentarista esportivo da Rádio Difusora de Jundiaí. Na visão dele, o principal trunfo brasileiro continua sendo a tradição construída ao longo da história das Copas.

“O peso da camisa ainda fala muito alto. O Brasil continua sendo uma seleção respeitada em qualquer lugar do mundo”, avaliou. Para Porcari, a força da marca Seleção Brasileira segue sendo um fator importante em confrontos decisivos.
O comentarista também defendeu o trabalho de Ancelotti e afi rmou que os testes realizados durante as Datas Fifa foram necessários para que a comissão técnica observasse diferentes alternativas antes da definição da equipe principal.
Na avaliação de Porcari, parte do elenco brasileiro é subestimada pelos próprios torcedores. Ele cita jogadores como Raphinha, Vinícius Júnior, Bruno Guimarães, Casemiro, Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães como atletas que atuam em alto nível no futebol europeu e podem fazer a diferença no Mundial.
Apesar da confi ança no potencial brasileiro, os dois entrevistados apontam seleções europeias como favoritas ao título. Bonequini cita França, Espanha, Portugal e Alemanha entre os principais candidatos, enquanto Porcari vê a França e a Espanha um passo à frente das demais. Ainda assim, ambos acreditam que a tradição e a capacidade de decisão da Seleção podem recolocar o Brasil
na luta pelo tão sonhado hexacampeonato.