ALERTA MÁXIMO

Em Jundiaí, aumenta em 49% média mensal de quedas entre idosos

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Ivan Aprahamian alerta para prejuízos causados após as quedas
Ivan Aprahamian alerta para prejuízos causados após as quedas

Segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Jundiaí, divulgados pelo Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), a média mensal de ocorrências de quedas de idosos aumentou 49% em Jundiaí. Em 2026, até o momento, já foram contabilizados 276 atendimentos, o que representa uma média mensal aproximada de 92 casos.

Em 2025 todo foram registrados 740 atendimentos relacionados a acidentes dessa natureza, com média de cerca de 61,7 casos por mês. Uso de medicamentos, doenças visuais ou neurológicas podem ocasionar os acidentes que, em alguns casos, podem levar ao óbito. 

O geriatra e psiquiatra Ivan Aprahamian, que também coordena a Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), alerta que uma queda pode ter diversos impactos negativos à saúde de um idoso. É fundamental, segundo o especialista, observar sinais de alerta como desequilíbrio, distorções da marcha, uso de medicamentos que favoreçam quedas ou até problemas cognitivos. 

“Ao cair, o idoso pode sofrer fraturas, perder a confiança em sua capacidade de se deslocar de forma independente, apresentar confusão mental ou evoluir com depressão devido à sensação de fragilidade”, diz. 

Anna Karina e a mãe, Leir Peres, estão sempre em contato para manter a saúde em dia

Anna Karina Peres Crodelino, 38 anos, filha de Leir Batista Santos Peres, 68 anos, pratica os cuidados diariamente com a mãe. Mesmo morando no México, ela afirma estar sempre atenta, realiza chamadas de vídeos periódicas, vem ao Brasil cinco vezes por ano e preza sempre pelo cuidado máximo. “Há dois anos mudamos minha mãe para uma casa térrea para facilitar a locomoção e incentivamos exercícios físicos diários como caminhada e pilates. Além disso, temos uma pessoa que ajuda nas atividades domésticas. A queda nessa idade é muito perigosa, então monitoramos a saúde, a firmeza nas pernas e a autonomia dela constantemente”, conta.

Ainda segundo o especialista, a prevenção exige ação multidisciplinar. “A avaliação médica, especialmente de um geriatra, é essencial, assim como a reabilitação física com profissionais de educação física ou fisioterapia. O reforço muscular, o uso racional de medicamentos, o aprimoramento da marcha e do equilíbrio são pontos fundamentais para reduzir o risco de quedas e preservar a autonomia do idoso”, explica.

Comentários

Comentários