OPINIÃO

Sabores jundiaienses


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Nunca se falou tanto em culinária como nos tempos atuais. Há uma invasão de programas na televisão, lançamento de livros de chefs, espaços distintos em jornais e revistas. Apreciar a boa comida e o prazer de degustá-la é fonte de bem estar. O prazer, sorte mesmo, de algumas vezes, ser convidado por pessoas amigas, que nutrem como verdadeiros masterchef, esta gostosa paixão por cozinhar e comer bem. Que me perdoem os chefs internacionais conhecidos,mas nossa terra não deve muito a estes especialistas.

Saborear a estrelada “paella” de frutos do mar do Pitico Raymundo é um deslumbre. O picante camarão ensopadinho com chuchu do mestre Cremonezi. O churrasco caipira do chef Quequelo. O prato de resistência do Vanoil Passarela, o cordeiro no molho de alecrim. Os incríveis risotos de Angela Rappa, rainha e cortesã da arte da culinária. O internacional bacalhau de Kaco Garcia Gomes. O picante vatapá de Vagner Vilela. A “pasta” no caldo do limão siciliano dr. Marcio Nogueira. A finíssima lasanha de Marilia Higo do Prado. A costela assada, na medida certa, do bom corintiano Viana. A posta de robalo no azeite de oliva de Orides Russi.

O ceviche clássico de Ivone Nogueira. Os incríveis canapés de Ciça Gasparoto O “tutu a mineira”do Paschoal Suenson. As porpetas do chef Cassio. A suculenta feijoada do Nene Cardoso. O incrível escabeche do Angelo Espanhol. A salada de frutos do mar da bela Márcia Russi. O especial omelete, gorgonzola, palmito e cebolinha do Getulio Nogueirade Sá.

A apetitosa rabada com polenta brilhosa de Dona Quita Amadi. A pizza marguerita do saudoso Esquerda. O prato de galinha angola do Mauro Marques. A salada de camarões de Don Contursi. O arroz carreteiro do Carlinhos Cocada. O saboroso peixe na grelha do Renato Marcondes. Não há prazer maior que comer estas iguarias Esta turma, sabe como nunca, pilotar um fogão. E, para terminar, sem pecado da gula, o adocicado tabuleiro de Silene Paladino, doces irresistíveis.

Aplaudo o longo tempo de resistência de casas tradicionais da cidade, como o“pãozinho francês” do Schiavi, “ o joelho de porco” do Paulo Braga (Alemão da Marechal), o “parmegiana” do Bar do Alemão (antigo Winner), o “torresmo oleoso” do bar do Baiano, a “coxinha” da Tropicana, o “pastel” do bar do Pedro (mercadão), o croquete diferenciado da Rosticeria do Thé, a “pizza” do saudoso Beja, os lanches do Mirim Dog, o prato filé à Oswaldo Aranha do Chafariz, o bacalhau na brasa do Barão Ricardo Ricaredo.

O filé a Suplicy da Cantina jundiaiense. O frango frito do bar Palma. Os  queijos cremosos do Reynaldo Ienne, a saborosa entrada de salada de bacalhau dessalgado e cozido da Elzinha, esposa do Arnaldo Romera, o açougue premium Le Meats. O cupim assado da Távola Douro.

Quero acrescentar a toda esta gente, o ingrediente do meu carinho, salpicado pela minha admiração e uma doce pitada de reverência. Irei juntar tudo e passar por uma peneira fina, até atingir a consistência dos laços que me possa chamá-los de pessoas queridas. Encantado gente!

Guaraci Alvarenga é advogado 

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