2026

RMJ se prepara para eleições com mais de 613 mil eleitores

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Candidatos devem buscar votos dentro da própria cidade, mas também intensificar trabalhos em toda região
Candidatos devem buscar votos dentro da própria cidade, mas também intensificar trabalhos em toda região

A Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) se prepara para as eleições gerais de 2026 com uma quantidade relevante de eleitores. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), os municípios que compõem a região somam aproximadamente 614 mil eleitores. Os números demonstram força e relevância política, principalmente para os candidatos a deputado estadual e federal, porém é necessário ligar alguns alertas para conquistar uma vitória no pleito.

O município de Jundiaí concentra a maior fatia do eleitorado regional, com 336.406 eleitores registrados. A cidade é o grande polo econômico e industrial da região e tem mais da metade das pessoas aptas a votar. “Jundiaí tem um colégio eleitoral grande e poderia eleger até dois deputados tranquilamente. O problema é que, cada vez mais, pessoas de fora estão vindo buscar votos aqui. Historicamente, entre 25% e 30% dos votos do jundiaiense vão para candidatos de fora da região”, comenta o presidente honorário do PSD, professor Oswaldo Fernandes, com mais de 40 anos de experiência em campanhas políticas.

Em seguida aparece Várzea Paulista, com 79.011 eleitores, e Campo Limpo Paulista, que contabiliza 60.354 aptos. Entre os municípios de médio porte, Itupeva soma 41.560 eleitores, enquanto Cabreúva chega a cerca de 36.605. Já Louveira aparece com 34.897 cidadãos aptos a votar. Fechando a lista, Jarinu contabiliza 24.910 eleitores. Apesar de serem cidades menores em população, todas desempenham papel estratégico no conjunto da RMJ. “Uma campanha exige recursos e, caso seja possível, uma estratégia interessante é buscar votos em todas essas cidades da região, além, é claro, das demais cidades do Estado. Ter o apoio dos prefeitos, vereadores e lideranças políticas dessas cidades pode indicar um bom caminho”, ressalta Oswaldo.

O crescimento do eleitorado regional nos últimos pleitos chama a atenção. Em 2022, a soma era menor, e desde então houve aumento significativo, especialmente em municípios que vêm passando por forte expansão urbana, como Itupeva e Louveira. A tendência é que o número se mantenha em alta para 2026, refletindo tanto o crescimento populacional quanto a regularização de títulos eleitorais, impulsionada pela biometria.

Para o cientista social, Samuel Vidili, a região é estratégica e conta com um grande número de eleitores, porém, é difícil usar essa situação a favor graças ao alto número de candidatos lançados todos os anos. “Falta uma articulação política para que a região lance a menor quantidade possível de candidatos, para que não haja divisão de votos e aumente as chances de eleger um representante. Além disso, os candidatos locais concorrem com aqueles candidatos online, ou seja, aquele que se apresenta pelas redes sociais, não têm a menor relação com a região, mas ganham muitos votos”, avalia.

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