Duas adolescentes de 14 anos denunciaram a mãe por maus-tratos, em Jundiaí, neste domingo (20), ao serem encontradas por ela, após dois dias fora de casa. As jovens estavam sendo acolhidas na casa da avó de uma amiga de escola, e disseram que não queriam retornar ao convívio do lar. Uma delas, inclusive, apresentou uma cicatriz no ombro, alegando que a mãe havia lhe dado uma facada.
A Polícia Militar foi acionada no início da tarde, para atender a uma ocorrência de localização de pessoa, no Jardim Tamoio, em Jundiaí. No local, os PMs fizeram contato com a mãe e padrasto de duas adolescentes, que também estavam presentes.
A mãe contou que as filhas saíram de casa na sexta-feira (18) e não voltaram mais - durante esses dois dias, inclusive, ela registrou dois boletins de ocorrência de desaparecimento das meninas.
Para tentar descobrir o paradeiros das filhas, a mãe chegou a uma conversa de Whatsapp, que mostrava que elas estavam na casa de uma amiga, no Tamoio. Os pais, então, foram até a casa da amiga, onde encontraram as filhas, sendo abrigadas pela avó da amiga.
Os PMs conversaram com as adolescentes, que manifestaram desejo de não retornar ao convívio do lar, alegando que a mãe é muito violenta, e que sofrem descaso por parte dela. Uma delas apresentou uma cicatriz no ombro, de ferimento pretérito, alegando que havia sido causado pela mãe, com uma facada - apesar da suposta agressão com a faca, as jovens informaram que não sofreram ataques recentes da mãe.
Diante da situação, os policiais conduziram as partes para o Plantão Policial, onde o delegado Rodrigo Carvalhaes entendeu a gravidade das denúncias, mas optou por entregá-las de volta a mãe, uma vez que as acusações merecem uma investigação mais aprofundada. "Considerando que a alegação de maus-tratos não está, nesse momento, comprovada, inclusive as crianças não apresentam nenhum sinal de negligência ou lesão física, determino a entrega imediata delas à genitora. De qualquer modo, os fatos narrados são, em tese, potencialmente graves, razão pela qual determino a expedição de ofício ao Conselho Tutelar".
O caso será investigado pela Polícia Civil.